O que me preocupa nas IAs não é a pretensa verossimilhança que já alcança, nem a que irá alcançar, mas no contato das novíssimas e das velhas gerações. Quem é "meio termo" vai saber diferenciar o joio do trigo. A gurizada que a mãe ou o pai coloca um canhão de luz pra brincar, e esse canhão de luz agora gera imagens "fotorealistas" dessensibilizarão pouco a pouco para diferenciar verdadeiro e falso, o bom uso e o mau uso, até mesmo o belo e o feio.

Eu arrisco dizer que os "meio-termo", se não cederem para histeria anti-IA ou para o oba-oba artificial, serão plenamente capazes de identificar quais imagens são criações de prompt, montagem ou fotos. É semelhante a ver um filme antigo com uma belíssima fotografia, apesar da tecnologia mais antiga, e se deparar com um filme da Marvel totalmente 4K, hi-tech, cheio de firulas especiais, mas faltar uma substância visual em toda cinematografia da empresa. A gurizada nova se deslumbrou com o último, esperneou quem defendia o "ancien regime" e com o tempo este mesmo público se esgotou deste atual modelo de cinema. Mantenho minha posição: a IA, em si mesma, só irá me preocupar quando pintar uma nova capela sistina ou compor a 9a Sinfonia de Bruckner.

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E se ela chegar nos níveis que citou, no que isso mudaria? Digo, acredito que você fala no sentido de criar algo novo e com "alma", correto? Senão, ao menos para mim, de nada me deslumbraria ver uma IA fazer uma pintura ou uma sinfonia, seria algo vazio, puro "tecnicismo". Como um ovo, porém é somente a casca.