Previamente, na década de 70 o economista americano Hall Varian começou a analisar os dígitos de dados socioeconômicos e identificou que alguns valores não seguiam o esperado por esta curva e, após pesquisar mais afundo, percebeu que os mesmos haviam sido fraudados.
Nos últimos anos esta lei foi utilizada em inúmeras circunstâncias e cenários como: identificação de bots em redes sociais, comprovação de adulteração de provas judiciais, análise de desempenho de esportistas, exames laboratoriais, entre outros. Inclusive, a China foi vítima de muitas especulações sobre os números de contaminados por COVID-19 no país, porém, um estudo realizado por Chistofer Koch e Ken Okamura comprovaram que não houve manipulação dos dados tendo como embasamento a expressão matemática de Benford.
No Brasil, alguns estudos recentes sobre COVID-19 mostram os seguinte comportamento dos dígitos.
Outro fato relevante é o de que diversos países utilizaram Benford para validar eleições presidenciais, inclusive o Brasil. O cientista de inteligência de dados e ex-procurador do ministério da fazenda Hugo César Hoeschl, afirmou com 77% de assertividade que os dados da eleição de 2018 foram fraudados. Só não conseguiu comprovar mais precisamente seu estudo por resistência política à teoria. O mesmo fato já havia acontecido nas eleições de 2014.
É perceptível que esta teoria, concebida em 1880, é utilizada até hoje em pesquisas e até mesmo na detecção de fraudes. Seria possível afirmar que o mundo está conectado através dos números? Será que podemos prever os próximos acontecimentos baseado na Lei de Benford?

