Lá no início da mídia, documentário tinha uma pegada investigativa mais respeitada. Depois foi migrando para um tipo de narrativa comercial, sem compromisso com fatos, mas com a perspectivas do autor/diretor, etc. saiu do escopo lógico-investigativo para o escopo tendencioso capaz de atender consumidores. Ficou muito mais lucrativo, quando alguém quer propagar uma imagem sobre si mesmo ou sobre uma tema de interesse com um dado discurso próprio, pode pagar por um documentário narrativo, sem compromisso real com alguma investigação séria. Assim como as músicas ficaram comerciais, uma parcela significativa do poder midiático parece ter seguido por esse caminho.