estou deitada entre meus dois filhos, sentindo os resquícios dos sintomas da última doença que se manifestou por aqui. vejo minha filha com uma mãozinha no peito como se sentisse com nitidez o encontro da respiração com as batidas do coração naquele instante. meu filho deitou a cabeça na minha barriga que há quase três anos o abrigara. suas pernas e pés descansam no travesseiro.

esses detalhes tão sutis poderiam ter passado despercebidos, mas eu os vi. eu estou aqui, emocionada, presente, enquanto eles dormem.

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é estranho escrever em um ambiente em que não conheço ninguém e onde corro o risco de ser ignorada, mas é interessante explorar esse modo de me expressar sem ter uma ideia de quem isso vai afetar, com grandes chances de ser ninguém. de todo modo, escrever aqui me colocou em contato profundo com o momento - me inspirou a tocar a vida.

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