vc enxerga o mesmo fenomeno que o autor, talvez sob outros aspectos e termos.
Pensei que 'dissonancia' referia a 'acordes dissonantes', mas falta de harmonia e batidas repetitivas é bem na direção que ele aponta.
O seu 'distanciamento' ele chama de 'transe' quasi-hipnotico, um estado neurologico facilitador de sugestão, entre os efeitos praticos está o que vc sugere.
Ele lembra uma tribo primitiva uma batida repetitiva de baixa frequencia em troncos de arvores ou instrumentos primitivos incitam um massacre em uma guerra ou rituais 'pesados' em casa. E compara com jovens balancando/batendo a cabeça em um concerto de rock.
Eu diria ainda que desde 100 anos atrás, rádio + direitos autorais aumentaram a tendencia a empurrar musica massificada e nova, inclusive sob outros interesses não-financeiros, de emburrecimento e controle mesmo.
Sem tocar os classicos já com direitos autorais vencidos, perde-se a referencia e a comparação. O Faustao reclamava que não pode trazer talentos de qualidade porque a Som Livre não deixava. Uma forma de amenizar seria abolir direitos autorais de musica. Musico que encha shows, ou vire amador. De qq forma a maior parte do $ do musico é ingresso mesmo, as gravadoras e lojas ficam com a maior parte das vendas de musica.