Foi no Ocidente que surgiram, de forma integrada:
A filosofia grega, que ensinou a perguntar, a duvidar, a buscar causas últimas;
O direito romano, que estabeleceu princípios de ordem, responsabilidade e cidadania;
E o cristianismo, que revelou a dignidade única da pessoa humana, feita à imagem de Deus, acima do coletivo, do Estado, da tribo.
A primeira cultura a interrogar-se e questionar-se, a primeira a separar as massas em seres individuais que foram ganhando gradualmente o direito de pensar e agir por si próprios, veio a converter-se, graças a essa desconhecida prática chamada liberdade, na civilização mais poderosa do nosso mundo.
A liberdade, nesse contexto, não é apenas uma licença para fazer qualquer coisa, mas um espaço moral onde cada indivíduo responde por suas ações diante da razão e de Deus. Isso gerou uma energia civilizacional sem precedentes — e é justamente isso que torna a decadência atual tão trágica.