Hoje em dia o sol das 11 às 14 torna o trabalho sem cobertura impossível. Fora aqueles que operam máquinas agrícolas climatizadas nesses horários, ninguém do agro sai para "camperear" próximo ao meio dia. O trabalhador do campo acorda às 4 para trabalhar as 5. Assim como vai até o horário com temperatura mais amena enquanto ainda há luz do dia. Me pergunto quantos críticos do agro continuariam criticando quem produz alimentos para eles se vivenciassem essa jornada.

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A narrativa deles é "o agro e a agricultura familiar são coisas diferentes!!!! o agro só produz pra exportar!!!!! é a agricultura familiar que alimenta o país!!!!" São esses jumentos que falam de embargo econômico na Venezuela, em Cuba e na pqp, enquanto falam que o agro exportador é ruim. 🤡

Nós não temos terra suficiente para alimentar o Brasil, e outros mercados, com a produtividade atingida pela agricultura familiar. O rendimento (yeld) do hectare plantado ou de pastagem infelizmente depende de mecanização. A máquina só se paga a partir de um certo pertenciam de lucratividade. Esse percentual só é atingido com um mínimo de área e de preço. Quando o coeficiente dos custos de comércio exterior se torna inferior ao da logística doméstica, parte da produção é exportada não por ganância, por viabilidade. No agro se monitora algo chamado custo de oportunidade. Se o lucro da produção agropecuária é 20 mil reais por mês cima de uma área cujo valor de venda aplicado renderia 21 mil reais, e melhor desinvestir, aplicar no BTG e viver de pernas pra cima. Ninguém conseguiria comprar arroz e feijão dada baixa oferta. Os ingênuos não fazem conta.

Entendi, obrigado por esclarecer! O problema real é que mesmo assim, tem pessoas que preferem tapar os ouvidos e ficar gritando "la la la la não consigo te ouvir la la la la" do que aceitar fatos, gente que acredita que o MST alimenta o Brasil e o agro incendiário "explora" o país. Isso já deixou de ser um problema econômico e social há muito tempo.