As raparigas que dançavam,

Luciana, a pálida, tôdas

Como frutos apodrecerão

Porque só há um destino,

Com muitos caminhos, embora.

Depois outras raparigas é que dançarão.

Luciana passará com o seu sorriso triste,

Suas mãos brancas repousarão

Porque só há um destino

Com muitos caminhos, embora.

Cada um conhece o seu destino:

Luciana, a pálida, e as outras também,

Tôdas as raparigas que dançavam

Cada um traz seu destino no rosto,

No rosto de Luciana e das outras também.

Em breve, tôdas as figuras mudarão:

Serão outras, tudo terá passado

Os homens e as mulheres, o salão,

Os móveis - nem lembrança sequer restará.

Luciana terá desaparecido como a poeira da estrada.

Como a poeira, o tempo dispersará a fisionomia de Luciana:

E - atentai bem - Luciana não se repetirá.

Ninguém se repete no tempo. Cada um é diferente.

Cada um existe uma vez só e não é substituído.

Contemplai bem, pois, Luciana, que não se repete

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