Militância de redação prepara o terreno para a prisão de Bolsonaro e seu entorno

É difícil não ser cético em relação ao suposto "plano de assassinato" de Moraes, Lula e Alckmin, especialmente quando a própria vítima é quem conduz o inquérito. Já testemunhamos, em outras ocasiões, pressões para que investigadores utilizassem "criatividade" a fim de chegar às conclusões desejadas pelas autoridades.

Até os defensores desses inquéritos reconhecem a sua natureza excepcional — para dizer o mínimo — em relação às leis, algo que precisa ser justificado perante a opinião pública. Politicamente, torna-se necessário conferir um verniz de razoabilidade às centenas de penas duríssimas impostas a idosos e pessoas sem antecedentes criminais devido à arruaça do 8 de janeiro, em julgamentos sumários, sem instância revisora.

Vale lembrar que, segundo o ordenamento jurídico brasileiro, atos preparatórios não configuram crime. Ou pelo menos, não configuravam...

O sistema busca legitimar a criminalização da direita, o encarceramento ou afastamento de seus principais líderes da vida pública, além da implementação de uma censura em massa nas redes sociais.

Por fim, cabe questionar: não são todos esses inquéritos sigilosos? Por que, então, a imprensa parece ter tido acesso irrestrito aos documentos do processo, resultando em um linchamento midiático sem oportunidade de defesa ou contraditório para os acusados?

Resta algum vestígio de Devido Processo Legal em tudo isso?

Source: x.com/leandroruschel/status/1858884368007036943

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