Não recebeu a atenção devida a revelação da Folha sobre um encontro de Lula com o PGR, o diretor da PF e ministros do Supremo, na última quarta-feira.

O jornal sugere que as autoridades estariam reunidas para tratar do inquérito sobre o "golpe", que mira o ex-presidente Bolsonaro e vários dos seus principais aliados.

Da matéria:

"Em resumo, o encontro no Alvorada teve como anfitrião o principal adversário político de Bolsonaro na atualidade (Lula) e contou com as presenças do chefe da corporação que comanda as investigações policiais contra ele (Andrei), o responsável por analisar a conclusão dessas investigações e decidir se as arquiva ou se oferece denúncia à Justiça (Gonet) e, por fim, o juiz responsável pela sentença (Moraes)."

Segundo a matéria, ninguém dos presentes respondeu perguntas sobre o motivo do encontro.

Um das bases de qualquer regime político livre é a separação dos poderes. E mesmo no Judiciário, é necessária que haja distância entre a atuação da Polícia, do Ministério Público, e especialmente dos julgadores, para que se evite a instrumentalização das instituições com fins de perseguição política dos opositores.

Aparentemente, não há mais separação alguma entre Executivo e Judiciário, e nem entre Polícia, MP e Juízo. Em outras palavras, não há o menor resquício de Devido Processo Legal.

Como alguém pode arrogar a "defesa da democracia" enquanto não enxerga nenhum problema nesta infindável lista de abusos e arbitrariedades?

Source: x.com/leandroruschel/status/1858557025828966736

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