Crise global se instala após nova ofensiva tarifária de Trump e retaliação imediata da China

Uma tempestade financeira varreu os mercados mundiais nesta segunda-feira, 7 de abril. Em apenas três horas, 890 bilhões de euros evaporaram das bolsas europeias, arrastadas por uma nova onda de pânico global. O anúncio de tarifas adicionais por parte do presidente Donald Trump na última quarta-feira, 2 de abril, e a resposta fulminante de Pequim - foram o gatilho.

O epicentro do abalo veio do Oriente. Xangai despencou 7,3% no fechamento, após já ter aberto com queda de 4,5%. Hong Kong derreteu 12%, Tóquio fechou com perdas de 7,8% e Shenzhen afundou mais de 10%. Seul registrou sua pior sessão desde agosto de 2024, com queda de 5,57%.

A turbulência chegou rapidamente à Europa. O dia começou com aparente calma em Milão e Paris, onde diversos ativos sequer conseguiram ser precificados — mas bastaram alguns minutos para o cenário se tornar claro: um vendaval de vendas se instalava. A bolsa de Milão entrou em queda livre, recuando 6,4%. Paris perdeu 6,5% e Frankfurt despencou 9%.

Londres (-6,5%) e Madrid (-4,7%) tiveram desempenho levemente menos dramático, mas ainda alarmante.

O setor bancário europeu foi particularmente atingido, com instituições financeiras vendo suas ações derreterem em meio ao aumento dos spreads e ao risco sistêmico crescente.

Do outro lado do Atlântico, os futuros dos índices americanos indicavam um tombo iminente: Dow Jones caía 3,2% e o Nasdaq recuava 4% — sinais de que a tensão não ficará restrita ao Velho Mundo.

O petróleo também sentiu o golpe. O WTI caiu 3,5%, sendo negociado a US$ 59,80 o barril - abaixo da marca simbólica dos 60 dólares. O Brent recuou 3,15%, cotado a US$ 63,50. O temor de uma recessão global, alimentado pela escalada da guerra comercial, já está pressionando as commodities energéticas.

Os mercados, mais uma vez, mergulham em território desconhecido — e os investidores enfrentam um início de semana que promete ser histórico.”

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