«A poesia revela as coisas, não ensina; quem quiser que as veja.»

Gerardo Mello Mourão

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Esse pensamento me lembra vagamente o sentido das parábolas.

Olha só, que interessante a sua observação, nostr:nprofile1qqs983aac0j6k9yz794l0yw9ds6dkd0krcla20gaavy8kfmv0kaltwqpp4mhxue69uhkummn9ekx7mqpz4mhxue69uhhyetvv9ujumt0wd68ytnsw43qzyrhwden5te0dehhxarj9emkjmn9z4qf6r. Porém, me parece que ambas tem em comum apenas a linguagem poética. Pois as parábolas tem intenção pedagógica, mesmo que o ensino seja difícil de discernir. Mas a poesia não tem necessariamente essa intenção.

A poesia é uma das formas de escrita mais combatidas nos dia de hoje. Estão tirando até das músicas.

Certas pessoas não querem que a população em geral sinta e expresse o que sentem, não quer que se percebam livres e se preocupem com coisas mais profundas, quer que sejam robóticas, consumistas e obedientes.

Caro, nostr:nprofile1qqs2tmjyw452ydezymtywqf625j3atra6datgzqy55fp5c7w9jn4gqgpz3mhxue69uhkzmr8duh82arcduhx7mn99uzc8pmd, antes fosse combatida, mas nem isso. Ela é simplesmente ignorada, ninguém liga. Hoje o povo acha que poema é coisa só de «yag», sendo que décadas atrás era normal a pessoa letrada saber um sonetinho de cór.

O ensino escolar e universitário é que faz, direta e indiretamente, a poesia, a escrita como um todo, a psicologia e até a filosofia, e várias outras áreas artísticas e até lógicas, serem tratadas como coisa de mulheres e afeminados.

Eles inicialmente empurraram todos eles para escanteio na qualidade de ensino e de produção, tornando em um intelectualismo à moda francesa (basta ver os 'intelectuais' e os 'artistas' brasileiros atuais), e nas ultimas décadas ainda inseriram em todos eles dezenas pautas ideologicas.

Eu também acho que esse é/foi um fator, mas creio que haja outros componentes do problema.