Eu sou vários, há multidões em mim.

Na mesa da minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles.

Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo…

Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim.

Mas eu prometo que, se nos sentarmos à mesa,

nesse ritual sagrado,

eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os riscos de estarmos juntos nesse mesmo plano.

Desde logo, evite ilusões,

pois eu também tenho um lado mau, ruim, que eu tento manter preso e que, quando se solta, me envergonha.

Eu não sou santo, nem exemplo — infelizmente.

De tantos, um dia eu me descubro.

Um dia, serei eu mesmo, definitivamente.

Como foi dito:

‘Ouse conquistar a ti mesmo.’

-Friedrich Nietzsche-

Lembre-se: todos nós somos múltiplos, imperfeitos,

e estamos sempre em constante descoberta.

O verdadeiro ato de coragem

não é fingir perfeição,

mas ousar conquistar e revelar a si mesmo,

mesmo com todas as suas contradições.

Em outras palavras:

Foda-se.

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