Replying to Avatar Rafa Borges

No tópicos 1) e 2) você comete a falácia da argumentação circular, a questão do ser humano como falho por gênese já foi refutada e é apontado o início da queda do homem a partir do anátema, sobre a escolha do próprio homem, o próprio homem optou por se afastar de Deus, você simplesmente ignora isso para crer que o homem é criado por Deus a todo o momento, o que não é verdade pois a criação do homem ocorreu em um evento singular da história universal, o resto (a descendência) procede o evento do anátema, portanto os descendentes do homem pós adâmico portam o pecado original, não foram criados com o pecado original (Deus criou Adão e Eva imaculados). E novamente, foi apontado no meu comentário que o homem pode vir a não ser falho se buscar a visão beatífica, assim retornando à sua natureza original adâmica, porém em significação superior uma vez que, ao estar sobre a visão beatífica, pode contemplar da Face de Deus.

Outros erros em suas colocações: 1- São Tomás de Aquino responde essa questão sim, Questão 81, artigos 1-5, e Questão 25, artigos 1-6, respectivamente em específico sobre a punibilidade ao homem a partir da queda no Éden e sobre a potência divina. 2- O santo também responde sobre "Se Deus é bom, por que ele permite o mal?", Questão 19 e artigo 9 (Se Deus quer o mal) e Questão 49 artigos 1-3. Deus não é cúmplice da casualidade acidental sistemática obtida por uma progressão de fatores advindas do anátema, ou seja, da desobediência do homem, pois se esse mesmo Deus quer a salvação de suas criaturas é para que esses sejam retirados do destino de condenação --> a morte é consequência do anátema, do contrário, se não houvesse a desobediência primária de Adam (Adão) e de Eva os descendentes destes (nós) seriam beneficiados pela vida eterna, não sofreriam da fome, da miséria, da mentira e de demais resultados advindos do anátema. 3- Nunca foi dito que crucificação não fosse tortura, exatamente por ser tortura o sacrifício do próprio Deus foi de significação superior, provando que Cristo amava sim o homem a ponto de se humilhar pelo mesmo, o mesmo homem que o condenou, o matou, o humilhou, o rejeitou, e et ceteras. 4- O mesmo cabe ao ponto quinto, nunca foi dito que complexidade é matéria de comprovação de verdade, ora, Deus é simples, a Verdade é sempre simples e sucinta, foi dito que a complexidade está no Sistema geral que rege todas as coisas, não complexa ontologicamente, assim é complexa para o homem devido a limitação do homem a despeito dos instrumentos disponíveis para o Estudo do que é sobrenatural. A Verdade é a convenção do intelecto à realidade, nunca foi dito que é o incognoscível ou o complexo. 5- A se tratar que a resposta minha, a anterior, foi há 1h atrás, a sua foi há quase 40min atrás, deduzimos que não houve tempo o suficiente para tu ir atrás de obras sobre ciência da religião para então compreender o que tratamos quando usamos o termo "Mistérios", e isso fica evidente quando tu diz não haver "Respostas" e que essa ausência transforma esses "Mistérios" em mistérios (no sentido literal), Mircea Eliade pode ser uma boa introdução para ti ao estudo mais profundo da ciência das religiões e à antropologia das religiões, é um mitólogo e filósofo excelente e bom para tu adentrar mais a fundo nessa seara, pois você está tentando se referir a algo que não compreendeu --> Por "Mistérios" inclui-se a hierofania (manifestação do sagrado), a mística e os aspectos transcendentais do sistema de crença, por "Respostas" inclui-se os mitos, os ciclos, as cosmogonias etc e etc. 6- Se tu for ler o catecismo verá que ninguém justifica a Bíblia com a própria Bíblia se não os heréticos (protestantes e demais cismáticos), além da Bíblia existe a Tradição, a tradição oral (não Tradição), o magistério, as primeiras cartas, os doutores da Igreja e as revelações. 7- Bíblia justificando impostos do Haddad? O Haddad compartilha da mesma "crença" que tu, pois também é ateu, quando Cristo diz "dai, pois, a Cezar o que é de Cezar, e a Deus o que é de Deus" em Mateus 22:21 não está validando o abuso tributário estatal, pois Cristo, nessa passagem, separa em distinção a relação entre a sujeição ao poder temporal e a sujeição ao poder espiritual, de forma qual o indivíduo busque não guardar as riquezas da Terra, mas as riquezas dos Céus, e por vias orgânicas (primeiramente espiritual) mudar a lei. O problema dos judeus com o pagamento de impostos ao Império Romano se dava em contexto não de rebelião deles contra o Estado, mas deles contra uma autoridade goyim, o ensino de Cristo distinguiu os poderes (algo até então incomum no Mundo Antigo), nada a ver com validação de permissibilidade do Estado em abusar tributariamente os cidadãos, você está cometendo uma distorção.

Deus é perfeito, nós somos imperfeitos porque temos livre arbítrio. Caso fossemos perfeitos, não poderiamos escolher entre o bem e o mal. E é isto que nos torna assim.

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