“Pensava que estavas em silêncio e que era minha mãe a falar. Entretanto, era por meio dela que Tu falavas e eu, filho da Tua serva, desprezando-a, desprezei a Ti. Mas eu não sabia e me precipitava tão cegamente que, estando em meio aos meus amigos, envergonhava-me por ser menos indecente que eles quando os ouvia gabarem-se de sua devassidão. Sim! E quanto mais se gabavam, mais se rebaixavam. Eu sentia prazer não somente nas obras da carne, mas nos louvores. O que é digno de censura senão o vício? Fiz-me pior do que era antes para que não fosse censurado e, quando não havia cometido pecado semelhante ao dos outros, dizia ter feito o que não havia feito para que não fosse desprezado por ser mais inocente que eles e para não cair em seu conceito por ser mais casto.”

Capítulo III;

Livro II;

Confissões de Santo Agostinho.

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