Black Lives Matter em baixa: radicalismo antirracista perde força nos EUA
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Amém. Que sumam.
Não adianta insistir em conflitos imaginários. A escravidão existiu e tem que ser exposto e lembrado pelos livros de história. Temos que aprender com as maldades feitas no passado para garantir que hoje todos tenha direito à vida, liberdade e propriedade. Sem ressentimentos imaginários criado por um grupo de pessoas com objetivo de apenas auferir doações.
Tem muito americano que tá começando a consumir conteúdo do Brasil, e pra alguns deles, essa cultura que a gente tem no Brasil de todo mundo andar junto é difícil de entender.
Não é dizendo que no Brasil não houve segregação racial, com toda certeza houve, mas quantos Luiz da Gama tivemos nos EUA? Quantos André Rebouças? Quantos José do Patrocínio? Mesmo escravista, a sociedade do Brasil imperial era menos repulsiva aos pretos do que a "américa livre".
Aqui não tem essa de "vai pro teu lugar negão" ou "o que esse branquelo tá fazendo no meu bairro?", se existe, é uma parcela irrisória comparada com a segregação quase doentia da américa.
Pretos, brancos, amarelos ou vermelhos, todos vivem juntos, alguns a contra gosto, mas sem as tensões que existem no norte do continente. É comum haver grupos de amigos em que cada um faz parte de um grupo étnico diferente, e a relação de confiança e respeito acaba por vezes sendo tão grande, que é normal as piadas de cunho racial, sem ferir egos ou intrigas pessoais.
A questão dos namoros interraciais por aqui não possui a mesma carga de controvérsia do que nos EUA, é comum ver casais completamente diferentes um dos outros, seja em relações heterossexuais ou homossexuais. É pouco incomum ver famílias deserdando filhos ou filhas por namorar com pessoas da "raça errada".
Eu não sei explicar até que ponto a colonização portuguesa foi impactante nessa relação de "não-segregação" dos brasileiros, em contrapartida dos americanos que foram colonizados pelos ingleses. Talvez tenha sido a guerra do Paraguai, a batalha dos Guararapes ou a campanha dos pracinhas na SGM, em que os soldados identificavam os regimentos brasileiros simplesmente por verem todos diferentes, mas mesmo assim juntos, sentados a mesma mesa nas refeições ou embarcados nos mesmos carros.
A respeito da escravidão:
Tem gente que não me conhece, mas mesmo sendo agorista e crítico desse momento histórico, é inegável que o período imperial foi o ápice cultural e social do Brasil, dificilmente teremos algo parecido com aquilo novamente.
Um dos grandes erros da independência do Brasil foi não ter incluído o fim da escravidão na constituição de 1824. Pedro I era abolicionista, José Bonifácio era abolicionista, Maria Leopoldina era abolicionista, ainda que uma guerra estourasse no Brasil envolvendo o estado e os latifundiários, seria um pequeno preço a se pagar. Se esta empreitada tivesse êxito, um plano de indenização e reforma agrária para abarcar essa população inclusa na economia ativa da nação seria o melhor cenário possível para a belle époque brasileira. Mas lamentar é inútil, isso já passou fazem mais de 200 anos.
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