Já pensou se eu fosse um cidadão alemão nos anos 1930 e decidisse trabalhar na SS sob a alegação de que "eu vou ser um soldado bonzinho que vai matar e torturar o menor número possível de judeus pois se fosse outro ocupando o meu posto com certeza ele mataria muito mais" ?

Qualquer um com um mínimo de bom-senso saberia que essa minha atitude seria bastante relativista (do ponto de vista moral e ético) pois se eu quisesse combater o mal que é o nazismo eu poderia fazer de outras formas mais efetivas e honestas, como participar de uma resistência pacífica como a organização Rosa Branca dos irmãos Scholl.

Com excessão dos que são praticamente forçados a trabalhar para o estado, como nos casos de alistamento militar obrigatório, não há bons motivos para alguém decidir trabalhar lá dentro achando que vai propagar algum tipo de bem para a sociedade

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Amigo, muitos dos judeus em campos de concentração conseguiram escapar graças a alemães que eram obrigados a trabalhar nesse locais e eram contra toda essa barbárie.

Se tu quer condenar você e toda a sua família com esse discurso ideológico e infantil, vá em frente, eu vou continuar tentando ser o melhor possível, para a maior parte das pessoas que eu puder com as ferramentas que me cercam.

Eu não tenho poder para salvar o mundo todo, o máximo que posso fazer é salvar a minha família e todos que for possível.

Aí é que tá o limite. Se fosse um ancap na SS ele se recusaria a matar judeus e sim ajudaria a libertá-los.

O Renato sempre fala que ele não faria algo imoral que fosse ordenado pelo estado.

Não existe: policial, juiz, guarda, soldado, político libertário, capataz ou jagunço "do bem". Todos eles aceitaram legitimar o código de leis imorais e injustos do estado quando aceitaram o cargo estatal que lhes foram oferecidos. Ser mais bonzinho e menos violento que seus colegas de profissão não vai mudar esse fato