‼️DESMILITARIZAR E DESFINANCIAR A POLÍCIA! 🔥🚩
Desde a Ditadura-empresarial militar há um fortalecimento contínuo da militarização e do poder político das corporações policiais, que carrega consigo o impulsionamento da política de “guerra às drogas” e da lógica de combate a inimigos internos, que constitui na verdade uma guerra contra o povo, é para isso que as forças policiais são treinadas, configurando uma máquina de moer pobre.
Assim, é sempre bom lembrar que não se trata de um despreparo das instituições, ao contrário, elas possuem caráter essencialmente repressivo desde sua origem no século XIX, num contexto em que os governos temiam os movimentos revolucionários influenciados pela revolução haitiana, neste sentido a polícia é expressão de uma contrarrevolução preventiva e permanente contra a classe trabalhadora, que tem como tarefa proteger a propriedade privada da burguesia e conter o proletariado.
A lógica racista, que identifica nas favelas e periferias o território a ser “retomado” e a população trabalhadora que mora nesses locais enquanto potenciais inimigos a serem combatidos pelo Estado, vem elevando os orçamentos estaduais de segurança “pública”, com destaque para o policiamento ostensivo das polícias militares, bem como fazendo subir os índices de letalidade policial, as taxas de policiais por habitante e o descontrole civil sobre as corporações.
Esse fortalecimento político da militarização e o crescimento das taxas de policiais por habitante vem impulsionando também o descontrole civil sobre os efetivos policiais passa a abrir mais brechas para o envolvimento em negócios ilegais, como nos casos da formação de milícias e de grupos de assassinos por encomenda.
O enfrentamento aos mecanismos de repressão da classe trabalhadora pelo Estado burguês passa por amplificar lutas pelo fim das polícias militares e pelo desfinanciamento das polícias no geral, com o fim da lógica de “guerra às drogas”, mas também pautando o enfrentamento ao poder político e econômico que fortalece políticas de encarceramento, de criminalização da pobreza e de violência racista nas favelas e periferias. Uma política de segurança pública que de fato dê segurança a nossa classe só pode ser construída a partir da mais ampla participação popular, com treinamento e armamento de todo o povo, sob controle comunitário e democrático direto.
📍 Via UJC em Londrina (PR)