10 – Aquele que dedica sem apego todas suas ações à Brahman, não é umedecido pelo pecado, assemelhando-se à folha de lótus (que sempre está na água, sem molhar-se).
11 – O homem abnegado, que renuncia ao apego, atua com o corpo, a
mente, o intelecto e os sentidos para purificar sua mente.
12 – O homem equilibrado, renunciando ao fruto da ação, logra a
suprema paz; em troca, o que carece de equilíbrio e cuja ação é impelida pelo desejo, permanece atado por seu apego ao fruto da ação.
13 – Aquele que controlou seus sentidos, quando renuncia a toda ação pelo discernimento se sente feliz na cidade de nove portas (o corpo) e não atua nem faz atuar a ninguém.
14 – O Senhor não cria para as pessoas o conceito de agente nem a união com os frutos das ações. Tudo isto é obra da natureza.
15 – O onipresente Senhor não aceita o pecado nem a virtude de
ninguém. O conhecimento está envolvido pela ignorância, por isso os
seres caem na ilusão.
16 - Mas aqueles cuja ignorância foi destruída pelo conhecimento do
Atman (Ser), este conhecimento, como o sol, lhes revela o Supremo.
17 – Os seres, cujos intelectos estão impregnados Daquele (o Supremo), que se identificaram com Aquele, que tomaram refúgio Naquele e cujas impurezas foram limpas pelo conhecimento, alcançam o estado de não retorno (a liberação).
18 – Com a mesma equanimidade o sábio considera a um erudito
brahmin, a uma vaca, a um elefante, a um cão e a um selvagem.
19 – Os homens equânimes, mesmo nesta vida, conquistam a existência
relativa e como Brahman é perfeito e idêntico com todos, eles se
estabelecem em Brahman.
20 – Aquele que conhece a Brahman e está estabelecido Nele, cuja mente não tem mais ilusões e nem dúvidas, não se regozija ao receber objetos agradáveis nem se aflige quando recebe objetos desagradáveis.
21 – Aquele cuja mente não tem mais apego aos objetos externos dos sentidos, alcança a bem-aventurança do Atman e se identifica com Brahman; e estando absorto Nele, goza a bem-aventurança eterna.
