É verdade que a introdução do #POW aumentaria significativamente a carga computacional dos relays. Cada nó da rede precisaria verificar a validade das provas de trabalho antes de propagar uma nota. Isso poderia levar a um aumento nos custos de energia e hardware para manter um relay.

A questão central é se o custo de implementar o POW seria proporcional aos benefícios obtidos. Permitir o spam pode gerar diversos problemas, como poluição da rede, dificuldade em encontrar conteúdo relevante e, em casos extremos, até mesmo a inviabilização da rede(#DDOS). No entanto, o aumento dos custos de operação dos relays poderia limitar a participação de micro nós e centralizar a rede.

Existem outras soluções que poderiam ser exploradas para combater o spam, como sistemas de reputação(#WOT), filtros de conteúdo (censura prévia) e mecanismos de moderação. Essas alternativas poderiam ser menos custosas em termos de recursos computacionais.

O POW poderia centralizar a rede, pois apenas os nós com maior capacidade computacional seriam capazes de verificar as provas de trabalho de forma eficiente. Isso poderia contradizer um dos princípios fundamentais do Nostr, que é a descentralização.

A decisão de implementar o POW no Nostr não é simples e envolve uma série de trade-offs. É fundamental realizar uma análise cuidadosa dos prós e contras antes de tomar qualquer decisão.

Apesar de não ter uma adoção generalizada, acredito que o "sistema" ainda apresenta potencial para cenários específicos, como o evento Blossom. A tarefa de gerenciar dados desnecessários pode ser mais onerosa do que executar alguns ciclos de verificação. Contudo, para uma avaliação completa de sua viabilidade, são necessários benchmarks rigorosos. Afinal, é fundamental quantificar o aumento exato no consumo de recursos. Pois tudo que é acrescentado em um programa, seja uma biblioteca ou a ordem dos dados podem influenciar diretamente no consumo.

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