Ao contrário do que pode parecer eu não estou a defender a total inexistência de impostos, como disse consigo conceber a existência de impostos mínimos mas para isso teria que reconhecer a legitimidade e autoridade temporal do estado que os cobra, além dos meios que utiliza para essa cobrança. O modelo atual está falido moralmente, pois além de ter uma carga tributária avassaladora temos ainda o imposto mais importante de todos e tantas vezes esquecido a inflação. Se o estado me pode expropriar aumentando a base monetária, que uso têm os meus impostos ? Nenhum, porque o meio de financiamento dos estados é essencialmente crédito. Os impostos neste momento apenas servem uma ilusão que perpetua o controlo de uma oligarquia que controla a moeda, vulgo bancos centrais etc... Quanto aos hospitais e á educação em momento algum disse que não concebo a existência dessas instituições como passíveis de representar um bem social, a questão é quem deve garantir a sua existência. Temos exemplos da nossa história que vemos essas instituições a surgirem muitas vezes ligadas á igreja e localmente associados a corporações e comunidades locais. Não estou a defender o capitalismo, e muito menos o socialismo. Ambos jazem no erro. A comunidade tem de se agregar em torno de uma narrativa comum e da definição de um desígnio e matriz moral comum. Sem isso não há sociedade. Portanto nem coletivismo totalitário nem individualismo ultra-liberal.
Discussion
Sim, também me parece que a melhor concepção de sociedade passa pelo "comunitarismo" e por esse valor da comunidade. É necessário revistar os filósofos que têm conceptualizado esse comunitarismo:
- After Virtue (1981) de Alasdair Macintyre.
- Liberalism and the Limits of Justice (1982) de Michael Sandel.
- Spheres of Justice (1983) de Michael Walzer.
- Sources of the Self (1989) de Charles Taylor.