tem de considerar também que no início, durante o sec 1 e parte do sec 2 DC, o cristianismo não era considerado como uma religião a parte pelos romanos, mas sim como uma "seita" judaica. E havia perseguição sistemática aos judeus desde a destruição do templo e a diáspora. Parte do motivo do cristianismo e dos cristãos formarem uma identidade a parte da judaica era exatamente pra escapar dessa perseguição.
Discussion
Exatamente. E era uma perseguição religiosa, era o império controlando os rebeldes.
Roma não tinha esse viés ante religioso que os cristãos tem, onde I império chegava ele permitia as práticas religiosas e culturais para evitar rebeliões, eles queriam os impostos assim como é hoje.
na verdade, a perseguição era de cunho estritamente religioso sim. Os romanos tinham uma única imposição religiosa, na época do império: que o imperador fosse considerado como deus, e fosse SUPERIOR aos deuses locais. Isso os judeus se recusavam a fazer, por considerar que Deus era único e ninguém seria superior a ele.
Isso fica claro no édito de Décio.
Não digo estritamente religioso. Como eu disse ali, não é como se vissem os judeus como hereges, viam como rebeldes que não respeitam Roma e seu controle imperial.
Uma forma de controlar socialmente e politicamente a área conquistada. Os judeus estritamente monoteísta não toleravam essa submissão e por isso os romanos permitiam um pouco que eles tivessem suas festas e realizassem seus cultos. Não durou muito como sabemos.
Os judeus toleravam a dominação política, já haviam passado por isso antes em vários momentos. Foi a dominação religiosa que eles não aceitaram. Mas os romanos não eram capazes de distinguir um do outro.
Alias, no Cidade Antiga, do Fustel de Coulanges, ele mostra como o Estado e a Religião eram indissociáveis nas sociedades antigas, e em especial na formação do estado romano. Então qualquer perseguição política, era religiosa por natureza e vice versa.