Este poema parece explorar temas relacionados à solidão, isolamento e o sentimento de que a escrita ou a comunicação está sendo feita para um público muito limitado. A ideia central é que estamos escrevendo cada vez mais em um mundo onde menos pessoas estão interessadas naquilo que escrevemos, mas talvez seja porque nós mesmos sejamos o público, criando uma situação de isolamento e auto-comunicação.

Algumas interpretações possíveis incluem:

1. **Solidão da escrita:** O poema pode estar expressando a sensação de solidão que alguns escritores sentem ao escrever para um público que não está lá ou não está interessado em suas obras. Isso pode levar à percepção de que o mundo está se afastando da arte e da literatura, deixando os artistas como "joões batistas" a pregar apenas para seus próprios ouvintes imaginários.

2. **Isolamento pessoal:** Outra interpretação é que o poema está falando sobre o isolamento pessoal. A imagem de "cães latindo, noite e dia, dentro de uma casa vazia" pode ser vista como um símbolo do isolamento existencial, onde a pessoa se sente sozinha, mas não consegue sair ou fugir da solidão.

3. **Criticando a sociedade:** O poema também pode estar criticando a sociedade moderna por seu suposto desinteresse pela arte e pela literatura. A expressão "para esse público dos ermos" sugere que o público não está mais interessado na escrita ou em outras formas de expressão artística, o que pode levar à percepção de uma época decadente.

4. **Auto-reflexão:** Em um nível mais profundo, o poema pode estar explorando a ideia da auto-comunicação. A imagem de escrever para "nós mesmos" pode sugerir uma reflexão sobre a natureza da comunicação e se estamos realmente comunicando com os outros ou apenas com nossas próprias mentes.

Em resumo, este poema parece ser um reflexo sobre o isolamento, solidão e auto-reflexão, questionando a relevância da arte e da literatura em uma sociedade cada vez mais isolada.

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