Soneto da Saudade

Na quietude da noite, a alma se acalma, E a saudade, qual fantasma, surge e toma Conta do meu ser, numa doce calma, Trazendo lembranças que o tempo doma.

Te vejo em cada canto, em cada flor, Em cada sorriso, em cada olhar, E o meu coração, em puro ardor, Anseia por te encontrar, te abraçar.

A saudade é doce, mas também amarga, É a lembrança viva do que já não volta, É a esperança que o futuro guarda, De um dia te ver, e a alma revolta.

Mas enquanto a espera me acompanha, Vivo na saudade, que me faz sonhar, Com o dia em que a tua face se avizinha, E a felicidade enfim, hei de encontrar.

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