Ligando pontos geopoliticos: Saudis compram misséis anti-aéreos Russos, com risco de sançoes americanas como ocorreu com a Turquia.
Não é *SÓ* frescura e briga comercial/política pela venda imediata.
Defesa anti-aérea precisa ser integrada com radares e sistemas de comando & controle (C&C). Radar detecta inimigo aéreo, envia dados para C&C, que aloca e controla meios de defesa, caças, mísseis, o que for. Ao integrar sistemas russos e americanos, *SE* isso não for bem coordenado, há o risco de técnicos russos precisarem aprender sobre sistemas radares e C&C ocidentais para a integração funcionar da parte deles. Ou, dos russos estarem presentes em exercícios e manutenções, etc.
Resumo: usar equipamento de vários blocos cria várias complicações técnicas envolvendo segredos, que podem ser contornadas, mas custam esforço extra.
Outro aspecto: Qdo Israel humilha sírios e iranianos destruindo a defesa aérea russa deles sem perdas de caças, outros exércitos entendem que sistemas russos antigos são inúteis contra modernos caças ocidentais. Daí os russos não tem opção senão... melhorar os sistemas deles e convencer compradores que as diferenças são significativas. Ou vender pra exércitos menores que não esperam inimigos sofisticados. Ou vendas motivadas por política ou corrupção.
Resumo: "O perdedor vende menos". Toda treta envolvendo armas sofisticadas tem esse ângulo.
