Ele respondeu a pergunta sim, embora sem dar uma solução.

Essa arquitetura do Nostr abre o mesmo precedente do BTC. O BTC sempre foi censurável, apenas não o faziam ainda. Hoje os casos são notórios, embora poucos; é questão de tempo até que se tornem o padrão. E é questão de tempo que isso ocorra no Nostr se ele crescer de fato.

Do ponto de vista do relay nostr, estes não deveriam ter poder sobre os dados do usuário. Ele pode cobrar, ele pode deixar de servir o serviço, mas ele não poderia censurar ou analisar o conteúdo da mensagem. No máximo os metadados da mensagem, se tanto.

É simples de fazer? É um problema sem solução? Não sei. Só sei que há parâmetros que devem ser seguidos.

Um deles é:

- Se o relay não pode censurar, ele tem que ter mecanismos de regular trafego para conter spam (único caso passível de censura na minha opinião), e mecanismos de segurança para que jamais seja imputado crime ao seu dono.

Do lado do cliente eu tenho algumas considerações quanto à dinâmica de uma rede social tipo micro blog como o X.

1 - Eu deveria ser capaz de decidir como as discussões podem ocorrer nas minhas postagens. A postagem é minha, e eu deveria poder controlá-la. Uma das coisas que mais me incomodam em redes sociais é o fenômeno da luta pela última palavra. Isso estraga qualquer discussão. Todo mundo quer dar a maldita última palavra. Bem, na minha concepção, a última palavra é da porra do dono do post. E ele deveria poder acabar com a porra da discussão.

2 - Isto implica a possibilidade de EU, o dono da postagem, determinar o universo da discussão, seja limitando o número de respostas, de participantes e níveis de réplicas, seja calando quem eu não quero que fale. Essa é a questão. O senhor do post sou eu, e só eu deveria ter poder sobre ele. Os outros poderiam, no máximo, ignorar o post à minha revelia.

3 - A opção 2 implica necessariamente que eu possa decidir quem pode fazer réplicas nele.

Posso conceber pelo menos uma dúzia de diretivas que tornem a dinâmica de postagens de tipo micro blog um pouco mais decentes. Mas só as duas anteriores seriam suficientes para trazer civilidade e ordem a uma rede social.

Acho like de dislike um artifício imbecil, feito para tolos e para influencers medirem quantos tolos os seguem. Se uma postagem não induz discussão, é porque ela não é interessante. Contadores mascaram a relevância. A relevância de uma discussão se mede pelo nível dos seus interlocutores e pela quantidade deles dentro da discussão.

As palavras deveriam ser pesadas e pensadas antes de serem proferidas. O fato é que a internet liberou a verborragia indiscriminada. Isso deveria acabar.

Imagine um perfil do Olavo de Carvalho. Lembro do quanto ele era assediado para que ele permitisse que pessoas comentassem suas postagens. É uma espécie asset, dado a tendência do ser humano ao narcisismo e à subserviência (fazer o quê). Se eu sou Olavo de Carvalho, e lanço um post que permite apenas 2 réplicas por usuário para uma quantidade de 100 usuários, por exemplo, muita gente vai pensar antes de mandar um coraçãozinho como resposta, ou uma carinha vomitando como crítica. (Este é só um exemplo)

nostr:nevent1qyd8wumn8ghj7urewfsk66ty9enxjct5dfskvtnrdakj7qgmwaehxw309aex2mrp0yh8wetnw3jhymnzw33jucm0d5hszyrhwden5te0dehhxarj9ekk7mf0qyt8wumn8ghj7mn0wd68ytndd9kx7afwd3hkctcqyqkavemdq587p0nw99tpk4d5zyhgvs8ztvzdrx6r3xwfxg4495jngmxuatp

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