Há dois meios fundamentalmente opostos de acordo com os quais os homens, precisando sobreviver, são levados a obter os meios necessários para satisfazer seus desejos. Estes meios são o trabalho e o roubo, o esforço próprio e a apropriação à força do esforço alheio. [...] Proponho na discussão a seguir chamar o esforço próprio e a troca equivalente do esforço próprio pelo trabalho alheio de "meios econômicos" de satisfação das necessidades, enquanto a apropriação indevida do trabalho dos outros será chamada de "meios políticos" [...]. O Estado é uma organização dos meios políticos. Portanto, nenhum Estado pode existir até que os meios econômicos tenham criado certa quantidade de bens para a satisfação das necessidades, bens estes que podem ser usurpados ou roubados por meio da violência.

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Essa visão facilita bem a compreensão do que hoje se chama de comunismo de mercado.