Então amigo, uma análise simples sim, faz sentido, mas é perigoso!

Imagina só se você é foi culpado por um crime que não cometeu! Se você não conseguir pagar, todos seus bens são tirados de você mas sua vida continua para pagar ou até mesmo provar sua inocência.

Num trabalho escravo você não pode fazer isso, quem vai pagar você pelo tempo e maus tratos caso se prove inocente muito tempo depois? Se é obrigatório, você não poderia ser livre nem mesmo para levar a público que sua punição passou do prazo ou está fazendo algo além do acordado.

Você está dando a uma empresa algo como o estado tem, um Poder sobre você, você estaria totalmente indefeso perante a ela.

Imagina só, indivíduos que tentam desmascarar pessoas ruins na sociedade (que existirá), basta que seja implantada provas e ela vai virar ESCRAVA, tirar TODOS os direitos da pessoa.

Mesmo que você tenha roubado, não é justo você ser ATACADO ou VIOLENTADO (no caso de escravidão/trabalho forçado isso necessariamente vai acontecer).

O melhor cenário possível é ser resolvido com base na argumentação e punição que não leve a violência da pessoa, mas restituição e sem passar de limites de que possa até mesmo ser IRREPARÁVEL como o caso da auto propriedade

Enfim, espero que consiga entender o meu ponto, recomendo ver o livro ou o áudio book que fixei, ele fala justamente disso.

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Novamente, gostaria de ver em que livros/artigos que vocês embasam essas ideias.

Calma aí, você visivelmente está tomando como base a escravidão que existiu em vários países (inclusive no Brasil) baseada em cor da pele, em que os negros eram tratados como animais.

Não! Não foi isso que eu quis dizer.

Apesar de não parecer, eu sou legalista. Defendo o devido processo legal.

Sim, a pessoa pode recorrer as outros tribunais quantas vezes quiser até provar sua inocência. Mas ela vai pagar por isso, não eu através de impostos.

Veja, se você recebe seu salário do mês e um ladrão te rouba, nós consideramos que ele te escravizou por um mês.

"Ainnnn Ana mas o ato demorou uns 30 segundos". Não interessa! Se você soubesse que iria perder o dinheiro desta forma, provavelmente não trabalharia.

Da mesma forma, se o estado tira 15 dias úteis de trabalho seu todo mês, consideramos que ele te escraviza por esse tempo. Durante a vida toda.

Ou seja, todos nós já somos escravos e é com isso que eu quero acabar.

De qual livro eu tirei essa história de escravidão? Da Bíblia por exemplo. No antigo testamento a escravidão por dívida era considerada justa.

Agora, se no seu bairro privado você vai achar justo os criminosos saírem sem pagar por seus crimes, sem problema. No meu não! 😉

Posso realmente ter tido essa visão da escravidão, mas ainda sim, caso seja trabalho forçado e a pessoa não trabalhar, só comer e dormir, o que acontecerá? Passará fome? Será agredida até trabalhar? Como segue com isso?

Você realmente está disposta a viver numa sociedade aonde se diz seguir uma ética natural, mas ao mesmo tempo possa dizer quais pessoas tem direitos e quais não tem? Pois o próximo a não ter direito pode ser você.

E como sabemos pelo estado, a agressão vai vir de leve para certos grupos e ir escalando, mas o que garante ficar só neles? O que garante que acidentes de veículos não possam resultar em trabalho forçado? Defender isso é muito perigoso a longo prazo!

Posso aceitar trabalhar voluntário para pagar a dívida mas isso aí de forçado é muito perigoso pra uma sociedade livre.

Outra, que eu saiba através de Padre, o antigo testamento é muito mais uma história do que aconteceu, não estritamente algo a ser seguido, havia coisas que acontecia e foi descrito no antigo testamento que Jesus falou contra, claro não sou experiente no assunto mas não recomendo citar a bíblia para validar seu argumento dessa forma, pode levar as pessoas ao erro, ainda mais levando a algo bem extremo, aceitaria seu ponto facilmente se me trouxesse textos ou Padre Católicos falando isso.

Peço que não entenda errado, estou disposto a mudar de opinião caso me prove por alguma das duas linhas:

1. Como que está defendendo o direito do indivíduo com ele trabalhando forçadamente e que um bem material possa valer a nivel de uma pessoa possa possivelmente ficar perpetuamente escrava.

2. Se a igreja católica concorda como forma de justiça.

Não estamos falando de inocentes civilizados a partir do momento que tal pessoa rouba de outro ela perde o direito de discursar que suas propriedades(seu corpo,etc..) são privadas, é logica natural, pois se ele respeitasse o conceito de propriedade privada não teria tendado tomar oque é propriedade dos outros, portanto tal pessoa deixaria de ser considerado como um civilizado e começaria a ser considerado como um animal, pois são animais que seguem a ordem natural e segundo suas próprias ações é assim que ele enxerga o mundo e se comparta de acordo com essa visão.

Agora se na sua sociedade, cidade, condomínio, casa privada existem leis que exigem que animais tenham alguns ou todos os direitos de humanos, aí é outra história.

E quanto a:

"Imagina só se você é foi culpado por um crime que não cometeu!"

Extremamente improvável de acontecer, pois o tribunal que teria o julgado errado teria grande perda de reputação e clientes, sem falar na restituição pelo tempo perdido que ele teria que lhe pagar.

Resumindo, hoje em dia se você for julgado falsamente (oque é algo mais comum que você imagina) você perde tempo sem nem ter opção pagar integro+restituição caso tenha o dinheiro.

No caso de um tribunal privado você for julgado errado, o tribunal tera que te pagar uma restituição extremamente grande devido à perda de dinheiro + dano moral + tempo perdido, tão grande que você não iria precisar trabalhar pelo resto de sua vida e devido à perda de reputação, clientela e dinheiro provavelmente levaria tal tribunal a falência.

Ou seja, ser jugado errado em uma sociedade privada seria algo até desejavel, pois apesar do trabalho forçado que você talvez vs teria que fazer por um tempo quado provado sua inocência, você não iria precisar trabalhar pelo resto da sua vida ou caso já não precisasse trabalhar ganharia grandes fortunas.