O que eu estou dizendo é que os libertários, em sua maioria ateus materialistas, não acreditam suficiente nesse ideal a ponto de morrer por ele. É, portanto, um ideal efêmero não fundamentado. Quando os navegadores portugueses saíram pra desbravar o mundo, quase nenhum deles voltou vivo ou rico. A maioria morreu de escorbuto, assassinado, desdentado, doente e em terras estranhas. Isso é um fundamento verdadeiro porque, mesmo sabendo que jamais usufruiriam do mundo que estavam construindo, acreditavam piamente que valia a pena morrer por isso. Você acredita no seu ideal a ponto de morrer por ele? Revolucionários esquerdistas acreditam no ideal deles e náo só matam como morrem pela revolução. Cristãos verdadeiros morrem por Cristo. Terroristas islâmicos também morrem por sua fé e matam por ela. A questão é simples. Nenhum ideal será alcançado se seus proponentes não estão dispostos a matar e morrer por ele.

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Frequentamos círculos diferentes de libertários, eu conheço poucos libertários ateus

Mas você mesmo disse que é uma crise de confiança. E é mesmo. Eu indiquei porque. Porque os libertários, pela sua própria ideologia, não estarão dispostos a morrer por ela.

"Porque os libertários, pela sua própria ideologia, não estarão dispostos a morrer por ela", não tenho certeza sobre essa afirmação. No que você se baseia para afirmar ela?

Me diga se estou errado com evidências, mas de todos os libertários e anarco capitalistas que conheci, eles sempre creem que um contrato resolverá tudo. Mas os revolucionários, o lupemproletariado e os tecnoburacratas estão cagando pra contratos. Supondo que se consiga vencer o problema da confiança, para mim quase que insolúvel, essa pequena ilha de prosperidade capitalista libertária entrará na alça de mira dos grupos acima citados. Então entra a máxima do Chapolin Colorado: quem irá nos defender? Eu digo que ninguém dentro do experimento anraco libertário vai estar disposto a pegar em armas e seguir o exemplo de Canudos.

Esse é um bom questionamento, para uma "sociedade libertária" seria necessário uma "pequena ilha"? (entendi o seu termo como um território, literal, me corrija se eu entendi errado).

Eu vejo que um "sociedade libertária" não necessite disso, tanto que o projeto da nostr:nprofile1qyw8wumn8ghj7cm0w4h8gunfv4ejuenfv96x5ctx9e3k7mf0qyxhwumn8ghj7mn0wvhxcmmvqqsqlzkn2zk6yv9ll73lguqf7vqy4nj5qmyajxnf2aam9ffdzc0tecc888xk2 está alicerçado nisso.

Qualquer iniciativa libertária hoje, está alicerçada no sistema vigente, que é quem vai garantir a sua legitimidade. Entende o que eu quero dizer? Digamos que vocês comprem terra soberana na ilha de páscoa ou na Patagônia, ou na beira de um vulcão em El Salvador. Não importa, mesmo ma Zâmbia ou na antiga Rodésia. O que importa é que quando um Mugabe tomar o poder do estado paralelo onde vocês montaram o seu pequeno sonho de liberdade, ele se voltará contra vocês não importando quanto vocês pagaram para o líder anterior? Vocês têm exército pra defenderem o seu contrato? não foi exatamente isso que fizeram contra a Rodésia? Porque acham que seu sonho ficará livre desse fim? Antes de quererem liberdade, que é um conceito efêmero, é preciso poder. E poder, só quem consegue é quem acredita o suficiente em sua causa a ponto de estar disposto a matar e a morrer.

Pq vc insiste em ter um pedaço de terra? Um iniciativa libertária necessariamente precisa ter um pedaço de terra? Eu acho que não

Explique melhor uma iniciativa que não envolva uma separação? Fiquei curioso.