De certa forma, estamos todos jogando o jogo da natureza.

Os vitoriosos passam seus genes adiante, os perdedores, são apagados geneticamente. Todo ser vivo está no jogo. Isso não significa que o sentido de tudo é biológico, mas o jogo não acabou e os turnos estão sendo rolados sem parar. Nesse jogo temos um território limitado, as oportunidades de reprodução são disponíveis por tempo limitado e a competição por ele é implacável. O desafio é em algum nível físico, mas a maior parte da disputa é intelectual. Ideias podem levar à vitória ou ao fracasso, as pessoas são apenas o exército destas ideias.

Ideias mais fortes, ainda que em menor número, podem sobreviver e proliferar vagarosa e firmemente até se tornarem dominantes. Da mesma forma, ideias menos fortes podem se mostrar resilientes, mas não conseguirem se multiplicar, definhando com seus vetores; ou podem se multiplicar velozmente enquanto se perdem e se transformam em outra coisa diferente, não se comunicando com a ideia original, uma espécie de mutação, tornando-se novamente minoria.

Nessa perspectiva, ideias também estão em disputa no jogo, uma verdadeira guerra, e a cultura que sobreviver irá adiante para novos rounds, as demais também serão apagadas.

A natureza não se importa com as pessoas ou com as ideias, o desafio é demonstrar seu valor na impiedosa arena do tempo, faça sua melhor jogada. Me decifre ou te devoro.

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