Generalizações costumam aliviar dores individuais, mas raramente explicam a realidade inteira.
Ingratidão não é traço feminino — é traço humano. Homens e mulheres são igualmente capazes de esquecer, de ser injustos ou de seguir em frente quando suas emoções mudam.
Relações não deveriam funcionar como uma contabilidade de favores, sacrifícios ou gastos. Quando alguém faz algo esperando retorno, já não é virtude, é negociação mal declarada.
Pessoas maduras — homens ou mulheres — valorizam constância, caráter e responsabilidade emocional. Pessoas imaturas descartam o passado porque nunca aprenderam a honrá-lo (acredite, sei exatamente do que estou falando).
No fim, não é sobre gênero. É sobre valores.
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Vale também ter cuidado com discursos prontos da internet, especialmente os que se apresentam como “despertar” ou “verdade inconveniente”.
Repetir ideias inflamadas sem reflexão crítica não é sinal de lucidez, é apenas trocar um extremo por outro.
Discursos que culpam coletivamente mulheres ou homens acabam sendo tão reducionistas e sexistas quanto aqueles que dizem combater.
Prudência, discernimento e responsabilidade individual sempre foram valores mais sólidos do que seguir narrativas populares — de qualquer lado.