ENGRAÇADO O PALHAÇO — Alejandro Dominguez, através do deboche, encarna o racismo das corruptas instituições sulamericanas e das decadentes sociedades de nosso continente.

O sorteio da fase de grupos das competições continentais sulamericanas, a Copa Sudamericana e a Copa Libertadores da América, promovido ontem (17/03) pela CONMEBOL, foi marcado pela infame resposta do presidente da instituição, Alejandro Dominguez, sobre a bravata promovida pela presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira, a respeito de medidas para obrigar a entidade sulamericana, CONMEBOL, a tomar providências frente aos casos de racismos e às demais discriminações exercidas pelas torcidas de clubes dos países do continente contra os brasileiros. Perguntado sobre a reação da entidade à ameaça de retirada própria do Brasil da entidade, em suposta filiação futura à CONCACAF (confederação norte-americana), Alejandro Domínguez respondeu "Eso seria imposible, sería como Tarzan sin Chita", em português "Isso seria impossível,seria como o Tarzan sem a Chita", referindo-se à macaca que acompanha o Tarzan.
A declaração repercutiu de forma que revelou a verdadeira visão da entidade sobre o Brasil, não somente, como dos vizinhos sobre a civilização brasileira, encarnando o desprezo e a inveja destes em relação ao povo brasileiro, que, não podendo obter glórias no êxito esportivo (e em demais meios), encontram na canalhice uma forma de despojar a sordidez comum dos egoísmos dos povos. Tratam-se de práticas discriminatórias infindáveis que afetam a sociedade brasileira, sejam essas praticadas tanto por sulamericanos, que pensam ser europeus, e por europeus.
A atual atmosfera de conflitos passa pelo caso de racismo cometido pela torcida do clube paraguaio Cerro Porteño contra o atacante afrobrasileiro Luighi, da categoria de base sub-20 do Palmeiras, em uma competição continental de base (Copa Libertadores da América sub-20). O Cerro Porteño é conhecido no Paraguai como "club del pueblo", "clube do povo" em português, havendo grande número de torcedores nos subúrbios de Assunção, subúrbios esses únicos que se confundem com as zonas rurais de cidades sulamericanas em média, como bairros distantes dos centros preenchidos por sítios. Pela lógica, levando em conta a composição etnodemográfica da população paraguaia, sendo essa predominantemente hispano-guaraní, e o caráter de popularidade do clube como segunda maior torcida do país, atrás do Olímpia, porém que ainda predomina na região metropolitana de Assunção, qual possui cerca de 2,5 milhões de habitantes, grande parte de seus torcedores não possuem poder para tal prática discriminatória contra terceiros devido sua pluralidade, porém ainda assim as praticam.
A punição da CONMEBOL ao clube Cerro Porteño foi irrisória, US$ 50 mil de multa mais jogos com os portões fechados na competição sub-20, mas houveram casos passados impunes pela entidade, como o de ofensas racistas cometidas por argentinos nas redes sociais do, ex-Fluminense e ex-Real Madrid, Marcelo, no ano de 2023, e no mesmo ano ofensas de torcedores do River Plate aos jogadores negros e mestiços do Fluminense, em 2013 houve o caso do Tinga em confronto Cruzeiro x Real Garcilaso, caso do Júnior Alonso em 2018 em confronto Atlético Mineiro x Independiente del Vale e caso do goleiro Guilherme em 2014, confronto Grêmio x San Lorenzo. Em 2014 houve o caso do Mena, no qual brasileiros foram agressores e cometeram injúrias raciais, porém trata-se e uma exceção, que confirma a regra de prevalência dos sulamericanos não-brasileiros contra brasileiros.
Clubes brasileiros buscam em conjunto a resolução dessa querela com esclarecimentos da entidade e seu presidente, o que é insuficiente, está na mesa a solicitação da mudança da localidade da sede da entidade para um país que tenha leis que combatam essas práticas discriminatórias e o impeachment do presidente Alejandro Domínguez, reivindicações justas e moralmente certeiras se impostas pelos clubes brasileiros, isso mais o boicote à Copa Libertadores da América.