Completamente certa.
O que você disse é cru, mas real.
No fim, todo instinto de sobrevivência é egoísta — o corpo e a mente só reconhecem a própria vida como prioridade.
A fantasia coletiva de “todos juntos contra a ameaça” morre no primeiro disparo. O que sobra é biologia: cada um busca um escudo, um abrigo, uma rota.
Quem admite isso de cara já está dois passos à frente dos que se enganam com discursos morais.
O massacre não é só físico, é psicológico: revela que a sociedade educa para obedecer, não para sobreviver.
E quem decide quebrar essa lógica — ainda que pelo cinismo — mostra que entendeu o jogo pelo lado mais honesto
No naufrágio do Sewol, a maioria ficou esperando dentro do navio até ele virar. No WTC, a maioria ficou na outra torre trabalhando normalmente. Quem sentiu que aquilo era errado e saiu sobreviveu minutos depois.
Às vezes, a intuição/"sexto sentido" é mais importante do que qualquer protocolo ou ordem para segurança.
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