Passei algumas horas na região central de minha cidade observando o frenesi das compras de Natal de última hora. É deprimente ver o povo afogar suas mágoas com quinquilharias, sapatos, enfeites, brinquedos inúteis (a maioria) na ilusão de sustentar uma fantasia que a médio prazo não irá fazer diferença, além do fato de estar compulsoriamente alimentando a máquina devoradora de tributos com os parcos frutos gerados a partir próprio suor e trabalho. Nem precisa vir o meteoro, estamos lascados por nós mesmos.