A câmara e senado precisam ser conduzidas por um regimentalista: uma figura independente que presa pelos processos e regimentos do legislativo; como há em parlamentos da Europa.

No atual modelo os deputados e senadores elegem seus presidentes - um político partidário que comanda tanto a agenda política quanto o regimento. Se houvesse a separação, o político continuaria definindo a agenda mas o regimentalista seria responsável pelo trâmite e condução das sessões.

Seguindo esse modelo, os projetos que propõem grandes mudanças não iriam a voto em plenário sem antes terem sido discutidos e aprovados nas comissões.

A PEC dos Gastos, o Arcabouço Fiscal, o PL da Censura a reforma tributária, e outros projetos nocivos que estão por vir, não teriam sido pautados como foram; ou sequer teriam ido a voto pois possivelmente teriam sido rejeitados em comissão.

Os espertos sabem que para fazer valer os planos do governo é necessário evitar debatê-los.

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