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um relato sobre minha trajetória escolar.

era 2022, quando eu entrei para a escola que estudo atualmente. entrei na turma do sexto ano, eu tinha 11 anos de idade. e logo de cara chamei a atenção dos meus colegas e dos meus professores, por literalmente ser uma enciclopédia ambulante. eu me sentia muito excluído, talvez por ter deficiência visual ou por ter uma inteligência acima da média. só sei que mais ou menos nessa época comecei a me excluir das pessoas voluntariamente. eu pensava "será que tem algo de errado comigo? será que eu sou estranho? será que eu sou diferente? " até que conversando com uma de minhas professoras, ela me aconselhou a dar mais abertura as pessoas, descer um pouco do pedestal, para poder subir junto com elas. e eu comecei a me enturmar com meus colegas, aprendi a falar palavrão, comecei a ouvir funk trap etc, comecei a agir de forma diferente de quem eu era, mas logo eu percebi que aquilo não era eu, que eu não deveria prostituir a minha personalidade parame enturmar. essa foi a época que só meti o louco e comecei a dar razão para as pessoas. você é arrogante? passarei a ser, você é prepotente? passarei a ser, você é chato? passarei a ser. se eu não era nada do que aquelas pessoas diziam que eu era, pois eu vou ser e dar motivo para elas falarem mal de mim, era isso que eu pensava. já que nunca fui uma pessoa que ligasse muito para reputação, ainda mais no âmbito escolar. até que no oitavo ano a solidão bateu e eu tentei me enturmar novamente, a mesma sensação de deslocamento ainda me perseguia, mas eu decidi a ignorá-la. e olhando com o olhar de hoje, percebo que só atrai pessoas interesseiras, pessoas que estavam comigo só por causa da minha inteligência. e foi mais ou menos nessa época que eu conheci meu melhor amigo, ele não era o que eu buscava, mas era uma boa pessoa e tinha visões de mundo parecida com as minhas. fui orientando ele até ele se tornar uma pessoa mais madura e fácil de conversar. resultado? ele é meu melhor amigo até hoje, e o único que tenho

Existem sistemas que tentam organizar subtipos de personalidade entre as pessoas, como no caso dos temperamentos, do MBTI, do Socionics e Attitudinal Pysiche.

Todos eles são em parte considerados pseudocientíficos, por não terem respaldo em algum estudo mais profundo, mas eles sevem de bons referenciais para identificar os próprios comportamentos e jeito de ser, como algo que não é fora da realidade... Como um conjunto possível.

Até porque cada sociedade tende a reforçar certos tipos de personalidades como as mais importantes e desconsiderar todo o resto, principalmente a aquelas pessoas que tendem a ser mais questionadoras, mais radicais, mais isoladas e/ou menos previsíveis... Elas tem uma grande propensão de desmanchar o sistema.

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Discussion

concordo em número gênero e grau contigo

Só conheço os temperamentos, o mais daora

Os temperamentos são bem mais simples, principalmente na forma que são tratados, como só 4.

Eles não captam a personalidade, tratam só da emotividade. É algo muito mais pontual.

Eles não tratam somente do aspecto emocional humano e sim do seu aspecto mineral, e apesar de serem, de certa forma, simples, eles explicam bem através da simbólica o comportamento humano. O quatro significa perfeição material, os 4 humores juntos seriam a totalidade mineral humana, que está em desequilibro, conferindo ao homem um temperamento, enquanto os outros 3 existem em menor influência no corpo. O temperamento lhe tende a certos comportamentos e orientação no mundo, será uma base mineral para a personalidade, mas não a explicará, realmente.

Os quatro temperamentos são simples, porque não só 'existem' quatro, eles são generalizações, a questão mineral é apenas simbólica e eles captam só um aspecto da personalidade.

Há um gradiente natural entre eles, por isso que há modelos que adicionam um quinto temperamento, o supino. E modelos que dividem cada quadro de temperamento em 4, formando 16 temperamentos mais específicos.

Isso acontece porque é uma relação cartesiana, você pode dividir um gráfico cartesiano em 4, em 5 (adicionando um quadro central), em 16 (dividindo cada quadrante em 4 quadrantes) e até em 17 (voltando a adicionar o quadro central).

Se seguirmos o que sempre foram temperamentos, só podem ser 4, senão quebra o simbolismo. Não neguei a simplicidade, mas ser simples não o torna inferior. Evidentemente, dentro dos 4 temperamentos, haverá umas grande variedade de nuances, eles realmente são generalizações, e apesar de poder gerar compreensões maiores através dele, terá de racionar sozinho. Outras abordagens, dentro ou fora da tradição simbólica, são interessantes para uma compreensão melhor da mente humana e de si mesmo, confesso que não tinha pensado nisso e gostei da sua visão.

Adicionar mais detalhamento não quebra o simbolismo, na verdade reforça e aumenta a precisão da análise. Principalmente porquê nesses modelos que mostrei a base do pensamento grego dos 4 elementos se mantém...

Há várias outras culturas que também dividem as caracteristicas humanas e de outras coisas, em elementos.

A indiana até vai num sentido similar da grega, mas adicionando um quinto, o Ākāśa (éter ou espaço), o que se encaixaria bem naquele quinto tipo ali no centro do plano, em que domina a apatia.

Não sei nada desses modelos, mas manter os 4 elementos é bom. Acho que vou ler mais sobre isso, eu só entendo dos temperamentos, houve uma época que fiquei aficionado por isso, creio que só não seja mais por que não tenho muito tempo como tinha antes.

Eu considero o 'vácuo' como um quinto elemento ou o elemento 0, nada se faz sem espaçamento: Nem música, nem formas, nem arte, nem existência nenhuma.

De resto, em geral:

- O fogo representa o plasma, a luz e a lucidez (a energia e a vontade)

- O ar representa os gases e a fluidez (a simplicidade e inspiração)

- A água representa os líquidos e liquidez (a cura e a emoção)

- A terra representa os sólidos e a solidez (e a construção e a razão)

Não quebra?

Na verdade, quebra sim.

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O pentagrama quebrado é um exemplo perfeito de como o satanista por inspiração e forma cuidadosa pode mudar o significado de um símbolo canalizando energias

completamente diferentes do que o símbolo representava.

Muitas coisas existentes tem base 5 e nem por isso afetam a harmonia das coisas...

O nosso sistema decimal tem base 5 e 2, o nosso tronco tem 5 extremidades principais (4 membros e a cabeça), a nossa mão e pé tem 5 dedos (acho que você não vai querer tirar um...), um ano, em geral, tem 365 dias, de base 5 e 73 e etc.

Esse negócio de generalizar não presta, não serve pra nada.

e é por isto, que mudanças no símbolo, quebram o seu significado original.

Alguns significados originais não são precisos o suficiente ou entram em contradição...

Não é porque algo é antigo e tradicional que é bom, a falácia do agumentum ad antiguitatem prova isso.

Exatamente como ocorre no simbolismo da "liderança" e "papel essencial" do Estado.

O significado depende mais do criador do que da criatura.

Se você aprofunda em simbolismo, você começa a ver simbologia em tudo e pode começar a ver símbolos em quinas de paredes.

No entanto, a antiguidade não tira seu mérito original.

E o que é bom ou ruim é mutável com o tempo e relativo à visão de mundo da pessoa.

A cruz no passado já foi algo bom, hoje é sinal de chacota. E nem tudo o que diz a escrituras é algo bom para mim.

Sou um dos que menos se apegam a tradições, no entanto, elas existem, como a serpente, a águia, o touro, o burro, e vários outros símbolos, como o sol, a lua e saturno.

Esta questão de liderança e papel essencial do estado é só papo furado daqueles que hoje estão no poder.

Pergunte para quem usa o "argumentum ad antiquitatem" se as tradições de moloque (de matar bebes em adoração a moloque) ainda são algo bom.

Não se usa o passado como forma de argumento, até por que o passado inteiro é uma grande mentira.

Não me refiri em nenhum momento a um 'bom' e 'ruim' subjetivo, me refiro desde o início a utilidade objetiva e principalmente a ferramentas que cumprem mais de um papel sem ter perdas no papel original.

No caso que partimos, o modelo inicial de quatro elementos pode ser (e é...) tomado como base para os modelos subsequentes, não há exclusão, há esmiuçamento. Nada impede que um esmiuçamento seja colocado à parte para se explorar outros tópicos...

Você pode estar se referindo ao impacto simbólico, no sentido mais estrito, mas o que eu estou falando desde o inicio é mais no sentido do conhecimento em si, de formas de organizar subtópicos, detalhamentos e maiores precisões, não falei nada sobre magia e esoterismo, como você veio trazer.