Em noventa dias de espera contida,

O coração da mulher, que já ferido,

Busca o calor de um novo abrigo,

Como a lua que anseia por ser vista.

Precisa de algo selvagem, intenso,

Que rompa as correntes da rotina,

Desperte nela o instinto suspenso,

Onde o toque seja chama e sina.

A carência cresce, mas não é fraqueza,

É um desejo por vida, por beleza,

E após noventa dias de solidão,

Entrega-se à pegada, pura emoção.

Ela anseia por aquilo que é cru,

Por aquilo que faça vibrar a alma nua.

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