Quantas verdades de homens preguiçosos foram admitidas em nome da imaginação! Quantas vezes o termo imaginação foi usado para embelezar a tendência doentia da alma de voar em uma busca sem limites pela verdade, deixando o corpo onde sempre esteve! Quantas vezes os homens escaparam das dores de seus próprios corpos com a ajuda daquele aspecto sentimental da imaginação que sente os males da carne dos outros como seus! E quantas vezes a imaginação exaltou inquestionavelmente os sofrimentos espirituais cujo valor relativo era de fato excessivamente difícil de avaliar! E quando esse tipo de arrogância da imaginação une o ato de expressão do artista e seus cúmplices, surge uma espécie de “coisa” fictícia – a obra de arte – e é essa interferência de um grande número de “coisas” que tem pervertido e alterado constantemente a realidade. Como resultado, os homens acabam entrando em contato apenas com sombras e perdem a coragem de se sentirem em casa com as tribulações de sua própria carne.
