Amostras Fecais De Nossa Produção Acadêmica

O jornalista Gabriel de Arruda Castro da “Gazeta do Povo” fez um importante trabalho insalubre de se debruçar sobre a produção acadêmica de nossas universidades públicas (federais e estaduais) e de algumas privadas na reportagem realizada em 03 de junho de 2024. Ele utilizou da ferramenta “Pinpoint”, em parceria com o Google e analisou mais de sete mil teses acadêmcias e que mostram algo tenebroso e que nem a palavra decadência consegue dar bem a profundidade exata.

Além de detectar que os autores mais listados entre mestrandos e doutorandos são Karl Marx, Michel Foucault e Paulo Freire, listou a esmo vinte teses de pós-graduação (mestrado e doutorado apenas) que demonstram a debacle de nossa inteligência e o nível bestial caríssimo que semestre após semestre estes antros derramam na sociedade, de jovens e adultos devidamente portando armas em forma de diplomas e que deveriam ser a elite e guia da sociedade, por um sistema deseducacional cujos alunos custam mensalmente ao bolso de cada um de nós entre três e cinco mil reais (com algumas bolsas de doutorado passando disso) para saírem deformados e com produções acadêmicas pífias e tragicômicas.

1. “Toda criança é queer? “Ou isto ou aquilo””

Curso: Mestrado em Educação

Universidade Federal Fluminense (UFF)

Danielle Ferreira Bastos

2. “Uma crítica criminológica: o populismo penal como projeto político neutralizador de corpos”

Curso: Mestrado em Direito

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

Alessandra Alvares Bueno Da Rosa

3. “Estado bruxólico. As bruxas como tecnologia de resistência”

Curso: Doutorado em Comunicação

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Sindia Cristina Martins dos Santos

4. “Sapatonas caminhoneiras negras e o mercado de trabalho como um desafio”

Curso: Mestrado em Políticas Públicas

Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Luara Dias Silva

5. “Uma crítica à cisnormatividade pelas perspectivas decolonial e anarquista”

Curso: Mestrado em Filosofia

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Cello Latini Pfeil

6. “Boate Chantecler: a representação da ascensão e do declínio nos espaços de prazer do Recife (1939-1984)”

Curso: Mestrado em História

Universidade Federal Fluminense (UFF)

Olivia Tereza Pinheiro de Siqueira

7. “As aberturas políticas a partir das fraturas: Caminhos para desempedrarmos nossos corações numa América Latina atravessada pela modernidade e pelo neoliberalismo”

Curso: Mestrado em Relações Internacionais

Pontifícia Universidade Católica (PUC Rio)

João Pedro Barbosa Marins

8. “O corpo feminino e sua “via crucis”: uma leitura de Clarice Lispector”

Curso: Doutorado em Letras

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Julie Christie Damasceno Leal

9. “Representação, hegemonia e violência divina a partir dos discursos sobre a destituição de Dilma Rousseff: uma análise dos documentários Democracia em Vertigem e Não Vai Ter Golpe”

Curso: Mestrado em Linguística Aplicada

Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Francisco Djefrey Simplicio Pereira

10. “"A gente mal nasce e começa a morrer": micropolíticas do desejo de morte e práticas de resistência em trajetos homossexuais”

Curso: Doutorado em Psicologia

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Antonio Leonardo Figueiredo Calou

11. “O discurso sobre a universidade pública e o saber científico em meio ao negacionismo no governo Bolsonaro”

Curso: Doutorado em Linguística e Literatura

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Simone Natividade Santos

12. “Múltiplos modos de mover politicamente os corpos no rap: cartografia dos regimes coreopolíticos do rap do Brasil e dos EUA”

Curso: Doutorado em Comunicação

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Mario Augusto Oliveira Monteiro Rolim

13. “Lingujando na Coletiva Elas Poemas: entre cuidados, poemas e devir na busca de nós”

Curso: Mestrado em Linguística Aplicada

Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Ana Malba Araujo de Queiroz

14. “Do planejamento soviético a Nova Economia do Projetamento”

Curso: Mestrado em Ciências Econômicas

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Willian Thompson Silva Gomes

15. “Como Se Faz um Corpo Queer?: Revolução Biomolecular Contra o Império Farmacopornográfico”

Curso: Mestrado em Direito

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Thiago Cesar Carvalho dos Santos

16. “Honrar o “habitus”, apagar os corpos: uma fofoca carnavalizante sobre a história do Doutor “Honoris Causa” nas Faculdades de Direito públicas do Brasil”

Curso: Mestrado em Direito

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Antonio Lopes de Almeida

17. “Acumulação Capitalista, Regulação do Trabalho e Agronegócio no Brasil: uma Relação de Dependência e Subdesenvolvimento”

Curso: Mestrado em Direito

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Yasmin Silveira Martins

18. “O aborto como instrumento de biopolítica”

Curso: Mestrado em Direito

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

Ana Maria Meinberg de Moraes

19. “Decolonizando afetos: o reconhecimento jurídico das famílias poliafetivas

Curso: Mestrado em Direito

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

Livia Scopel Ribeiro Dini

20. “Cidade-armário, banheiros, cozinhas: histórias sobre brechas e gênero”

Mestrado em Arquitetura e Urbanismo

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Daniela de Oliveira Faria

Imagina o nível perturbado, pervertido, psicopatológico pavoroso de como estes vinte seres aqui e todas nossas centenas de milhares de formandos anuais estão para ocuparem, a princípio, os mais altos postos dentro de nossa sociedade, na esfera pública e privada, política, fiscal, econômica, pedagógica com tamanhas degenerações intelectuais, morais, axiológicas, lingüísticas? É um cataclismo civilizacional. Este trabalho deveria virar livros documentais e que serviriam de provas do desperdício financeiro, material e humanos que se tornaram estes prostíbulos de almas, estelionatos institucionais e fraudes educacionais que se tornaram em crítica parte as nossas universidades e que, se públicas, deveriam ser fechadas para se estancar este câncer e só reabertas quando voltarem a ser centros de excelências úteis à sociedade e a seus alunos que, aniquilados no processo, entram gente e saem militantes, virando bestas em forma humana. E com o poder perigoso da arma do diploma na mão. Uma catástrofe civilizacional.

Reportagem “20 teses insólitas que acabaram de sair do forno nas universidades do Brasil”, por Gabriel de Arruda Castro

https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/20-teses-insolitas-que-acabaram-sair-forno-universidades-brasil/

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