Minha espada, forjada em brasa e trovão,

Ergue-se no campo, em plena missão.

Mas não por terras, ouro ou poder,

Luto pelo amor, pela donzela a merecer.

Nos olhos dela, vejo o brilho de mil estrelas,

E cada golpe meu é para alcançá-las,

Minha lâmina corta o ar e o destino,

Cruzando mundos, forjando o divino.

Em cada batalha, ouço o seu nome,

Nos ecos da guerra, seu sorriso consome,

O sangue derramado é o preço a pagar,

Pelo seu coração, estou pronto a lutar.

Não temo a morte, nem o frio aço,

Pois seu amor é o meu maior abraço,

Cada ferida aberta, cada cicatriz,

É uma promessa de que serei feliz.

Minhas mãos calejadas, que seguram o escudo,

São as mesmas que a tomarão num gesto profundo,

Selvagem, mas terno, forte como a maré,

Pois meu amor é batalha e também é fé.

Lutarei mil guerras, cruzarei o inferno,

Para ter seu amor, sincero e eterno,

Minha espada é o juramento que faço,

Por ti, donzela, todo o mundo desfaço.

Que venha o inimigo, que o perigo se erga,

Nada deterá este coração que ferve,

Pois minha espada não é só aço ou razão,

É a extensão da paixão que clama por tua mão.

E quando o combate enfim terminar,

Nos braços dela, irei descansar,

Minha espada embainhada, o coração rendido,

Pelo amor de uma donzela, eu serei sempre vencido.

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