Uma das coisas mais pressionantes que vc percebe o estudar história da igreja cristã é que é mesmo um milagre ela ter sobrevivido até hoje.
Sobreviveu às tendências exclusivistas dos judeus, o que tornaria o cristianismo apenas uma seita judaica-cristã.
Sobreviveu às incontáveis religiões greco-romanas, o cristianismo poderia ter se tornado apenas mais uma e, assim, se perder nas brumas no tempo como todas as outras.
Sobreviveu às exigências intelectuais do espírito filosófico especulativo grego. aliás, aqui é lindo ver um São Justino usando seu arsenal aristotélico-platônico na defesa cristã já no século II.
E a guerra continua. Vem as ondas das heresias: arianismo, montanismo, gnosticismo... Tudo no sec. II. A eles se opoe, por exemplo, um Irineu de Lyon (130-202), que bebeu na fonte de São Policarpo, que por sua vez recebeu de São João (sim, o do Apocalipse).
No século 4, as lisonjas do poder, com a conversão de Constantino, mexe com a vaidade de muitos bispos.
Vem império romano, vai império romano; invasão dos hermanos (godos, visigodos, alamanos, francos...), a igreja os converte.
Islamismo, modernidade, etc. Ah! E me esqueci das perseguicões que duraram uns 4 séculos.
Enfim, tudo passou, mas a igreja cristã permanece. Um cétido honesto não deixará de admirar tal fato.