Simplesmente Verônica
Numa tela iluminada, o eco da solidão,
Fragmentos espalhados, sussurros na escuridão.
A beleza repousa, entre o ser e o não,
Um retrato de contrastes, uma eterna questão.
Forma lânguida, graça que se apaga,
Um rio de angústia na aridez que se alarga.
Verniz escuro, reflexo do vazio,
Brilha em silêncio, um sussurro na luz.
Cabelos em tempestade, desordem e dor,
No rosto feroz reside um estranho amor.
Uma pose de calma, uma armadilha sutil,
Na onda da vida, tudo é fútil, é vil.
Ayalah - 21/12/2024
