Meus sentidos, minha percepção, meu senso comum e minha razão indicam que tudo o que existe de modo contingente é causado por algo anterior. Não por acaso, grandes filósofos concluíram que uma regressão infinita de causas não explica nada e que é necessário um fundamento último da realidade: um Ato Puro, não causado e necessário.
Essas conclusões são inferências necessárias a partir de princípios como causalidade, não-contradição e razão suficiente. A evidência, portanto, não se limita ao que é empiricamente mensurável. Exigir evidência empírica para o sobrenatural é cometer um erro de categoria: o que é transcendente à natureza não pode ser detectado por instrumentos naturais. Isso não o torna irracional, apenas não empírico.
Muitas vezes, aqueles que se propõem a defender o materialismo recorrem a explicações que negam a própria razão, o senso comum e a percepção, tudo em nome de coerência ideológica com o naturalismo. Distorcem o uso racional que nos permite perceber padrões, inferir causas e buscar explicações profundas, explicando tudo apenas pelo que é material ou observável, mesmo quando isso exige ignorar evidências que apontam para princípios metafísicos.