Por Fernanda Salles: Carnaval, a festa do terceiro mundo e a decadência moral do Brasil

Foliões suados se espremem em ruas imundas ao som de hits obscenos. O cheiro do álcool paira no ar e se mistura ao odor forte de maconha, cerveja e urina. As pessoas seguem o trio elétrico desviando de casais emaranhados, garrafas vazias, vômito e preservativos usados espalhados pelo chão.

Os furtos são tão comuns nessa época do ano, que os foliões costumam carregar celulares antigos no bolso. O aparelho fica reservado para o ladrão. É o velho ditado: dos males, o menor. O importante, claro, é que Ivete está tocando ao fundo e a pegação está rolando. Começou o Carnaval!

Cenas grotescas como essas se repetem anualmente e revelam a preocupante decadência moral e cultural que alimenta a indústria do Carnaval

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