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ish4k
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neither left nor right. down. underground. brazilian writer and independent journalist. [former rollingstone lemonde ims jornaldobr] ishak's a variation of isaac, abraham son. that1. [proof] https://sutor.substack.com/about [proof] 89A3H3AShWAB34q8QjPdgQDyiUFTUZuEvMugGRY9g7jdGPivHrH26EqTQSBGK1Tc4RgtaFeutTMWtMaPpFujbf6e7xMdvEP

ooooô, aproveitei para-um-caraleo hahaha fora a 99 colombiana que eu tive de usar pra não levantar suspeitas, dá pra dizer que o resto da jornada foi toda batizada. arma na cabeça, umas três ameaças de morte, ameaça de cancelamento, tentativas mil de cancelamento de fato, hackeado duas vezes que eu saiba, anos sem falar com minha filha, anos de processos judiciais, um apartamento perdido. parafraseando hemingway: medellín é uma festa.

fiz curso de detetive por correspondência quando tinha nove anos :D mas é pra um romance histórico de formação mesmo, rs.

tudo começou em serra pelada com tráfico de armas. daí, passou pras drogas. o jader barbalho encabeçava um esquema com o cartel de cali nos anos 90. três famílias logo abaixo dele, uma delas do cunhado. ganhei na loteria duas vezes: tive filha com a princesinha de uma das famílias e, seis anos depois, casei com a princesinha das outras duas. em ambas as ocasiões, sem saber. descobri em 2013 e saí viajando por aí desde então. colômbia, cuba, panamá, bolívia, paraguai. falta só o méxico. e me embrenhar pela amazônia, mas, com a sorte que tenho, e já gastei ela toda quando um narco apontou uma arma pra minha cabeça num beco deserto perto da plaza del perro, em medellín, eu acabaria tendo o mesmo fim que aqueles dois lá, o ativista e o jornalista inglês.

pior que não. desde 2013 (ou 2003, depende do referencial) que eu venho investigando os narcos na latam pra um projeto aí. disputa política entre "esquerda" (cv, colômbia, rios amazônicos) e "direita" (pcc, méxico, pacífico) é basicamente pra ver quem domina as rotas. tudo acaba no porto de santos, dentro de bucho de boi exportado pra áfrica. assassinato do PC farias, corrupção? não. narcotráfico. só que isso a mídia não conta. de todo modo: faz tempo que o exército tá envolvido. o que não quer dizer que bolsonaro sabia. mas nada foi plantado. avião presidencial tá acima de qualquer suspeita, afinal. e não só o exército, claro, as milícias cariocas entraram nessa faz tempo também. não me espantaria.

u bought the top anon? seems someone bought da top.

vou tentar fingir que não li isso, prometo.

ye ye, that's my point: who cares about his identity? as long as "they" let us keep 1/3 of the supply, I'm good.

lol, would you prefer it if he was david schwartz? anyway: irony mode on. the data I have points in another direction. something more dillon alike. anyways, who cares?

"If you don’t believe it or don’t get it, I don’t have the time to try to convince you, sorry."

-- todd, peter.

sempre com tor, mas aí por outros motivos. é uma camada extra, sempre, mas se trata mais daquilo que eu costumo dizer: o que tu escolhe mostrar e o que tu escolhe esconder. quem esconde tudo sempre é alvo prioritário do estado. pras coisas de fato comprometedoras, tem o guerrilla mail.

hahaha boa. era bastante útil há dez anos pra trocar email, hoje nem tanto. proton já é criptografado, simpleX idem. nem te bate com isso, só em casos muito específicos mesmo.

a culpa de viver de farra em farra não é minha. por mim, eu estaria casadinho, bonitinho, bem mocinho, cuidando das criança em casa. o problema é que todo mundo ou já tá casado (ainda) ou já se desquitou (e não quer mais saber de compromisso -- aliás, ainda se usa "desquitar"?). mas, acho, é o que todos dizem. devo ser só difícil de se conviver mesmo. habermas que o diga, rá (ô, cara chato). de resto: toma cá a mangueira, arlequina. precisava mesmo acender o cigarro.