04/06/2024
09:31
José Cabrita Saraiva (https://ionline.sapo.pt/autor/jose-cabrita-saraiva/)
O discurso do ódio é sempre dos outros
Será preciso explicar que aqueles que defendem o controlo das fronteiras o fazem não por odiarem os imigrantes, mas por considerarem que é a atitude mais sensata?
Andei este fim de semana pela Feira do Livro e tive oportunidade de descobrir umas quantas novidades. Entre elas, o Manifesto pelas Identidades e Famílias – Portugal Plural, do anterior ministro da Educação, João Costa. Pelo que percebi, trata-se de uma resposta ao livro Identidade e Família – Entre a Consciência da Tradição e As Exigências da Modernidade, que tanta tinta fez correr.
De Identidade e Família, organizado por figuras conotadas com a direita conservadora como Bagão Félix e Paulo Otero, sei apenas o que se discutiu nos jornais. Henrique Raposo, no Expresso, considerou, se não me engano, as opiniões ali veiculadas «bafientas». Sei também que o livro não teria sofrido um décimo dos ataques que sofreu se não tivesse sido apresentado por Pedro Passos Coelho.
Nasci e cresci numa família dita ‘tradicional’ e é esse o modelo com que me identifico. Evidentemente não me considero melhor nem pior pessoa por causa disso. Conheço muita gente que seguiu um caminho diferente, e também não vejo razão para essas pessoas se considerarem melhores ou piores.
E aí é que bate o ponto. João Costa, no seu Manifesto, apregoa a sua compaixão por todo o tipo de famílias. Nada contra. Mas depois traça uma linha, uma espécie de trincheira, e diz, na melhor tradição maniqueísta, que os que se encontram do lado de lá dessa linha estão cheios de ódio pelo seu semelhante.
A palavra ódio tem sido usada a torto e a direito, a propósito e a despropósito. Por exemplo na questão dos imigrantes. Será preciso explicar que aqueles que defendem o controlo das fronteiras o fazem não por odiarem os imigrantes, mas por considerarem que é a atitude mais sensata? Qualquer um perceberá que se trata de coisas muito diferentes.
O mesmo, julgo, se aplica à questão da família. Se alguém faz a apologia da família tradicional não é necessariamente por odiar todas as outras configurações.
Devo dizer, aliás, que sinto muitas vezes mais ódio e mais agressividade da parte dos zelosos defensores da humanidade oprimida do que nos que são acusados de opressão. O_Manifesto de João Costa é um desses casos: a quantidade de vezes que a palavra “ódio” aparece aplicada àqueles que têm o atrevimento de pensar de uma forma diferente da sua deve querer dizer alguma coisa sobre os sentimentos do seu autor.
https://ionline.sapo.pt/2024/06/04/o-discurso-do-odio-e-sempre-dos-outros/
Quem vigia os observadores?
Os reguladores de saúde financiados por produtos farmacêuticos não podem garantir a nossa segurança.
A mídia não é mais uma garantia de imparcialidade nas questões de saúde. A influência dos grandes interesses corporativos é preocupante.
O jornalismo independente e responsável faz muita falta.
A mídia deve ser uma fonte confiável e não um megafone para interesses corporativos.
O financiamento da educação médica pelas empresas farmacêuticas compromete a qualidade dos cuidados.
A era Covid revelou um sistema falido: reguladores financiados por empresas farmacêuticas e meios de comunicação controlados por interesses empresariais.
Quantas vozes críticas são silenciadas?
Recebemos informações tendenciosas de meios de comunicação controlados por grandes interesses. A saúde pública deve estar nas mãos de profissionais independentes.
As agências reguladoras devem estar livres de conflitos de interesse.
Não se pode confiar num sistema de saúde influenciado por interesses comerciais.
Há evidências crescentes de que os laços financeiros entre a indústria farmacêutica e os decisores de saúde distorcem a investigação científica, a educação médica e a prática clínica. Os estudos patrocinados pela indústria tendem a gerar resultados mais favoráveis, criando evidências tendenciosas que exageram os benefícios e minimizam os riscos.
É necessária uma mudança radical para proteger a saúde e a vida de todos.
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Cromite é um excelente navegador e faço uso desde quando se chamava Bromite. Dos que usam o motor Chromium, eu acho o melhor. Ele e o Mull Browser são os meus preferidos.
Acho que já comentei a respeito dessa sugestão com você, mas faço questão de postar aqui para quem tiver interesse em conhecer.
