"Ginásio Político
Além de muitos (ditos) direitistas estarem presos na cosmovisão equívoca que tinham lá em 2018 — que possuíam tanto de si quanto de como (mal) percebiam o poder dos inimigos —, num evidente anacronismo retardado, alienado e até psicótico; agora muitos destes direitistas (tal como se percebem e se definem, independente de suas posturas e ações na realidade política diária) estão presos na mais vazia bolha lingüística ao se autodenominarem — num mero jogo de palavras-gatilho — mais "direitistas" que os outros ou de que eles sim representam uma tal Direita verdadeira (ou a mais pura, ou a mais raiz) que há — e sem necessidade alguma de justificação factual —, enquanto os seus desafetos ou mesmo críticos deles — justos ou não — não são (às vezes nem de Direita). E seja lá o que for o signo "Direita" para eles, dentro das várias pragmáticas mutantes históricas que já sofreu desde sua origem no final do século XVIII na França, eles é que são a Direita — única e da boa! E quem falar diferente, é falso, mentiroso, bobo, traidor, sectário, infiltrado e demais rótulos do ginásio político que nos ronda."
C. S. X.
"À parte as doutrinas particulares de pensadores individuais, existe no mundo uma forte e crescente inclinação a estender de forma extrema o poder da sociedade sobre o indivíduo, tanto por meio da força da opinião quanto pela legislativa. Ora bem, como todas as mudanças que se operam no mundo têm como efeito o aumento da força social e a diminuição do poder individual, este transbordar não é um mal que tenda a desaparecer espontaneamente, antes pelo contrário, tende a tornar-se cada vez mais notório. A tendência dos homens, quer como soberanos quer como concidadãos, a imporem aos outros como regra da conduta a sua opinião e os seus gostos, está tão energicamente sustentada por alguns dos melhores e alguns dos piores sentimentos inerentes à natureza humana que quase nunca se detém a não ser por lhe faltar poder. E como o poder não parece encontar-se em vias de diminuir, mas de crescer, devemos esperar, a menos que não se erga contra o mal uma forte barreira, devemos esperar, digo, que, nas presentes condições do mundo, esta tendência não pare nunca de aumentar."
John Stuart Mill
Esta previsão sobre o crescimento do poder estatal e do próprio despotismo nas nações do mundo do filósofo e economista britânico, John Stuart Mill (1806-1873), foi feita em 1859, em seu livro "A Liberdade"...
"Homens corajosos são vertebrados: têm a maciez na superfície e sua firmeza está no meio. Mas esses covardes modernos são crustáceos: sua dureza está toda na casca e sua moleza está dentro."
G.K. Chesterton