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Petra Veritatis
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catholic sedevacantista

“Por que sentimos tanta repugnância pela penitência e experimentamos tão pouca dor por nossos pecados?

Ah, meus irmãos, é porque não conhecemos nem os ultrajes que o pecado inflige a Jesus Cristo nem os males que ele nos prepara para a eternidade.

Estamos convencidos de que depois do pecado é necessário fazer penitência irrevogavelmente. Mas vede o que fazemos: deixamos para depois, como se fôssemos donos do tempo e das graças a Deus. Sim, meus irmãos, quem de nós, se estiver em pecado, não tremerá sabendo que não temos um instante seguro? Quem de nós não estremecerá, pensando que está fixada certa medida para as graças, que, uma vez completada, Nosso Senhor já não concederá nem mais uma? Quem de nós não estremecerá ao pensar que há uma medida para a misericórdia, depois da qual tudo está acabado? Quem não vai tremer, pensando que há certo número de pecado após o qual Deus abandona o pecador a si mesmo?

Ai, meus irmãos, quando a medida estiver cheia, deve, necessariamente, ser derramada. Sim, depois que o pecador a encheu toda, é preciso que seja castigado, que caia no inferno, apesar de suas lágrimas e de sua dor!”

Sermões para a Quaresma e a Páscoa, por São João Maria Vianney

"Pois Deus, lançando continuamente flechas das aljavas de sua infinita beleza, fere a alma de seus amantes, fazendo-os ver claramente que estão bem longe de amá-lo tanto quanto é amável. Qualquer mortal que não deseje amar sempre mais a divina Bondade, não a ama o bastante."

São Francisco de Sales

Tratado do Amor a Deus, p. 331

#Quaresma

SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

A Coroa de Espinhos

Saí, ó filhas de Sião, contemplai o rei Salomão, ostentando o diadema recebido de sua mãe no dia de suas núpcias, no dia da alegria de seu coração (Ct 3, 11).

Esta é a voz da Igreja convidando as almas dos fiéis a contemplarem a beleza maravilhosa de seu esposo. Pois quem são as filhas de Sião senão as filhas de Jerusalém, almas santas, cidadãs daquela cidade que está acima, que com os anjos gozam da paz que não tem fim e, por consequência, contemplam a glória do Senhor?

1. Saí, sacudi os comércios e distúrbios deste mundo para que, com as almas libertas, possais contemplar aquele que amais. Contemplai o rei Salomão, o verdadeiro pacificador, ou seja, Cristo Nosso Senhor.

Ostentando o diadema recebido de sua mãe, como se a Igreja dissesse: "Olhai o Cristo revestido de carne para nós, da carne que Ele recebeu da carne de sua mãe". Pois é a sua carne que aqui é chamada de diadema, a carne que Cristo assumiu por nós, a carne na qual Ele morreu e destruiu o reinado da morte, a carne pela qual, ressuscitando, Ele nos trouxe a esperança da ressurreição.

Tal é o diadema do qual fala São Paulo: Jesus, nós o vemos, por sua Paixão e morte, coroado de glória e de honra (Hb 2, 9). Diz-se que sua mãe o coroa porque foi a Virgem Maria que, de sua própria carne, deu-lhe carne.

No dia de suas núpcias, isto é, na hora de sua Encarnação, quando Ele tomou para si a Igreja sem mácula, sem ruga (Ef 5, 27), o momento em que Deus novamente se uniu ao homem. No dia da alegria de seu coração. Porque a alegria e o contentamento de Cristo é, para a raça humana, a salvação e a redenção. E, voltando para casa, Ele reúne seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido (Lc 15, 6).

2. Nós podemos, no entanto, remeter todo esse texto, simples e literalmente, à Paixão de Cristo. Pois Salomão, prevendo através dos séculos a Paixão do Cristo, estava proferindo um alarme para as filhas de Sião, ou seja, para o povo judeu.

Saí, contemplai o rei Salomão, ou seja, o Cristo, com seu diadema, isto é, a coroa de espinhos com a qual sua mãe, a Sinagoga, o coroou; no dia de suas núpcias, o dia em que Ele reuniu em si mesmo a Igreja; e no dia da alegria de seu coração, o dia em que Ele regozijou-se porque, por sua Paixão, estava libertando o mundo do poder do demônio. Saí, portanto, e deixai para trás as trevas da descrença, e contemplai, compreendei com suas inteligências que aquele que sofre como homem é realmente Deus. Saí, para além dos portões de sua cidade, para que então possais vê-lo, no Monte Calvário, crucificado.

Expositio in Canticum canticorum, c. 3¹²

Rodapé: ¹² Este é outro dos textos erroneamente atribuídos a Santo Tomás; pertence na verdade a Haimo de Auxerre (? - 865), monge beneditino francês da Abadia de Saint-Germain de Auxerre, prolífico comentarista bíblico - NT.

SOBRE AS SUGESTÕES DO INIMIGO

"Sim, filhos, os demônios não deixam de manifestar a sua inveja contra nós: desígnios maus, perseguições, sutilezas malévolas, ações depravadas; sugerem-nos pensamentos de blasfêmia; semeiam infidelidades cotidianas em nossos corações.

(…) há além disso os desânimos do nosso quotidiano, irritabilidade por tudo, amaldiçoando uns aos outros, justificando nossas próprias ações e condenando as dos outros.

São eles que semeiam esses pensamentos no nosso coração. Eles que, quando estamos sozinhos, nos inclinam a julgar o próximo, mesmo que esteja longe.

Eles que introduzem no nosso coração o desprezo, filho do orgulho. Eles que nos comunicam essa dureza de coração, esse desprezo mútuo, esse desabrimento recíproco, a frieza na palavra, as queixas perpétuas, a constante inclinação para acusar os outros e nunca a si mesmo.

Dizemos: é o próximo a causa das nossas mágoas; e, sob aparências simples, denegrimo-lo quando só em nós, na nossa casa, é onde se encontra o ladrão. Daí as disputas e divisões entre nós, as brigas sem mais objeto senão fazer prevalecer a nossa opinião e dar-nos publicamente razão.

São também eles que nos fazem solícitos para realizar um esforço que nos ultrapassa e, antes do tempo, nos tiram a vontade daquilo que nos convém e nos seria muito benéfico."

Santo Antão Abade

QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Jejum

1. Nós jejuamos por três razões.

(I) Para reprimir os desejos da carne. Assim diz São Paulo: nos jejuns, na castidade... (2Cor 6, 5), querendo dizer que o jejum é uma garantia da castidade. Conforme diz São Jerônimo, "sem Ceres e Baco, Vênus congelaria", o que quer dizer que a luxúria perde seu calor pela privação da comida e da bebida.

(II) Para que o espírito possa alçar-se mais livremente à contemplação das coisas mais altas. Lemos no Livro de Daniel que foi só depois de um jejum de três semanas que ele recebeu a revelação de Deus (Dn 10, 2-4).

(III) Em reparação pelos pecados. Esta é a razão dada pelo profeta Joel: voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto (Jl 2, 12). E eis o que Santo Agostinho escreve sobre o assunto: "O jejum purifica a alma. Eleva o espírito e faz com que o corpo se subjugue a ele. Torna o coração contrito e humilde, dispersa as nuvens dos desejos, apaga as chamas da luxúria e inflama a verdadeira luz da castidade".

2. Há um mandamento que nos é imposto para que jejuemos. Porque o jejum ajuda a destruir o pecado e a elevar a inteligência aos pensamentos do mundo do espírito. Todo homem, portanto, é compelido, pela lei natural da matéria, a jejuar tanto quanto for necessário para ajudá-lo nesses problemas. Isto quer dizer que o jejum em geral é uma lei natural. Determinar, contudo, quando devemos jejuar e como, de acordo com o que convém e é útil para o corpo católico, é questão de direito positivo. Instituir o direito positivo é o trabalho dos bispos, e, portanto, o que eles instituem é chamado de jejum eclesiástico, em contraposição com o jejum natural anteriormente mencionado.

3. Os períodos fixados pela Igreja para o jejum são bem escolhidos. O jejum tem dois objetivos em vista:

(I) A destruição do pecado, e

(II) a elevação do espírito às coisas mais altas.

Os tempos definidos para jejuar são, portanto, aqueles nos quais os homens estão especialmente inclinados a se livrarem do pecado e elevarem seus espíritos a Deus em devoção. Tal período de tempo é especialmente aquele que precede a solenidade da Páscoa, na qual o batismo é administrado e o pecado então é destruído, quando também recordamos o sepultamento de Nosso Senhor, pois fomos sepultados com Ele na sua morte pelo batismo (Rm 6, 4). E, também, acima de tudo na Páscoa, os espíritos dos homens devem se elevar através da devoção à glória daquela eternidade que Cristo, com sua Ressurreição, inaugurou.

Daí que a Igreja tenha decretado que, imediatamente antes da solenidade da Páscoa, nós devemos jejuar, e, por um motivo similar, que devemos jejuar nas vésperas das principais solenidades, guardando tais dias como oportunos para que nos preparemos para celebrar com devoção as solenidades.

S. Th., IIª Ilae, q. 97, a. 1, 3 e 5

"Em Siracusa, na Sicília, aniversário de Santa Luzia, virgem e mártir, na perseguição de Diocleciano. Por ordem do ex-cônsul Pascásio, ela foi entregue a devassos, para que sua castidade fosse insultada; mas quando tentaram levá-la embora, não conseguiram, nem com cordas nem com muitas juntas de bois. Depois, derramando piche quente, resina e óleo fervente sobre seu corpo sem feri-la, eles finalmente enfiaram uma espada em sua garganta e assim completaram seu martírio." - Martirológio Romano, mês de Dezembro.

MEDITAÇÃO SOBRE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

I. Deus deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (I Timótio 2,4), então preparou para aquele povo, que fazia sacrifícios humanos aos ídolos, uma milagrosa solução. Nossa Senhora aparece a Juan Diego e diz: “Porque sou verdadeiramente vossa Mãe compassiva, quero muito, desejo muito que construam aqui para mim um templo, para nele Eu mostrar e dar todo o meu amor, minha compaixão, meu auxílio e minha salvação a ti, a todos os outros moradores desta terra e aos demais que me amam, me invoquem e em mim confiem. Neste lugar quero ouvir seus lamentos, remediar todas as suas misérias, sofrimentos e dores.”

II. A virgem Maria falou com Juan Diego, índio humilde e simples de coração, porque, como seu Divino Filho, encontra sua complacência em conversar com os humildes e simples de coração. Acaso tu és humilde e simples de coração? Peça a graça de ser simples de coração para chegar a merecer seus favores celestiais. E as aparições tiveram lugar quando Juan Diego buscava ir à Missa e obter instrução religiosa. Buscas tu conhecer o mínimo do teu catecismo?

III. Quando Juan Diego disse que estava triste e pesaroso pela grave enfermidade de seu tio Juan Bernardino, Maria dignou-se consolá-lo com estas palavras: “É nada o que te turba e aflige: não estou aqui eu que sou tua mãe? Não estás debaixo de minha sombra? Não estás seguro em meu colo? O que mais é necessário?” Peça à Virgem Santíssima a graça de aprofundar nestas importantíssimas palavras. Que elas sejam sempre a norma de tua conduta e encontres nelas a verdadeira paz de coração.

Proposta: Devoção a Maria.

Oração: Ore pelos humildes.

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES

A VIA UNITIVA

27 DE OUTUBRO

A perfeição necessária para salvar-se

A criatura racional deve amar a Deus com todas as suas forças, pois se diz no Deuteronômio: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força (Dt 6, 5). Amamos a Deus com todo o coração, a mente, a alma e a força, se nada nos falta, para o amor divino, que atualmente ou habitualmente não ordenemos a Deus. A perfeição deste amor divino se impõe ao homem sobre preceito:

Primeiro, que o homem ordene todas as coisas a Deus como a fim, como diz o Apóstolo: Logo, ou comais, ou bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus (1Cor 10, 31). Isto se cumpre efetivamente quando alguém ordena sua vida ao serviço de Deus; e, por conseguinte, todas as coisas que executa por si mesmo se ordenam virtualmente a Deus, se não são tais que apartem de Deus, como os pecados, e deste modo o homem ama a Deus com todo o coração.

Segundo, que o homem sujeite seu entendimento a Deus, crendo nas coisas reveladas por Deus, segundo aquilo do Apóstolo: Reduzimos à sujeição todo o pensamento para o tornar obediente a Cristo (2Cor 10, 5); e deste modo se ama a Deus com toda a mente.

Terceiro, que quantas coisas ama o homem, as ame em Deus, e ordene universalmente a esse amor todos seus afetos, segundo aquilo do Apóstolo: Com efeito, se somos arrebatados fora de nós, é por Deus; se somos razoáveis, é por vós. Sim, o amor de Cristo nos constrange (2Cor 5, 13-14). Deste modo Deus é amado com toda a alma.

Quarto, que todas nossas coisas exteriores, as palavras e as obras se fundamentem na caridade divina, como se lê na Primeira Epístola aos Coríntios: Todas as vossas obras sejam feitas em caridade (1Cor 16, 14); e assim Deus é amado com toda a fortaleza.

Este é o modo do perfeito amor divino, ao qual todos estão obrigados por necessidade de preceito.

- De perfectione vitae spir., V

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES

A VIA UNITIVA

24 DE OUTUBRO

Efeitos da contemplação

O rei introduziu-me nos seus aposentos (Ct 1, 3).

I. O rei introduziu-me nos seus aposentos, isto é, em sua doçura, dando-me sua graça. Chama à graça aposentos, no plural, porque dela fluem e se derivam cada umas das virtudes espirituais que aperfeiçoam as diversas potências; e, segundo as várias virtudes e as diversas potências nos alegramos e regozijamos diversamente no Senhor, e aperfeiçoados com estas virtudes derivadas da graça, bebemos de certo modo os vinhos da alegria espiritual dos diversos aposentos.

- In Cant., I

II. A contemplação mitiga as tristezas.

Na contemplação da verdade reside o maior deleite; e, como todo deleite mitiga a dor, a contemplação mitiga a tristeza ou a dor; e tanto mais, quanto mais perfeito amante da sabedoria seja alguém.

Portanto, os homens, pela contemplação das coisas divinas e da futura bem-aventurança, regozijam-se nas tribulações, segundo aquilo de São Tiago: Meus irmãos, tende por um motivo da maior alegria toda a espécie de tribulações que vos afligem (Tg 1, 2). E o que é mais, mesmo em meio aos suplícios corporais se encontra também este gozo, como o manifestou o mártir Tibúrcio, quando com os pés descalços sobre brasas incendidas disse: "Parece-me que ando sobre flores de rosas em nome de Jesus Cristo".

Isto ocorre porque nas potências da alma há redundância do superior ao inferior; e segundo isto, o deleite da contemplação, que está na parte superior, transborda até mitigar também a dor que está nos sentidos.

-S. Th. Ia II, q. 38, a. 4

III. A contemplação adormece o amor das coisas temporais.

Eu durmo, mas o meu coração vela (Ct 5, 2). Diz-se que os contemplativos dormem, porque são indiferentes às coisas sensíveis e exteriores, porém velam com o coração, enquanto que são mais aptos para perceber interiormente as inspirações e efusões divinas; pois assim como os cegos, não distraídos pelas coisas visíveis, recordam melhor, assim os contemplativos, não distraídos pelas coisas exteriores, percebem mais intensamente as inspirações interiores.

IV. Acrescenta e fortifica o amor a Deus.

O amor é forte como a morte (Ct 8, 6). Porque assim como a morte separa a alma do corpo, de tal modo que já não lhe é possível ao homem desejar ou ambicionar nada na vida presente, assim o amor de Cristo faz morrer totalmente para este século e torna como que insensível aquele de quem verdadeiramente se senhoreia, e, vivendo unicamente para Cristo, está morto para o mundo. O mesmo sentido tem a frase: O zelo do amor é duro como o inferno (Ct 8, 6). Porque assim como o inferno nunca devolve os que uma vez recebe, senão que sempre os retêm, igualmente o amor de Cristo não abandona os que uma vez invadiu, por isso diz o Apóstolo: Quem nos separará, pois, do amor de Cristo? Será a tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? (Rm 8, 35).

-In Cant.

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES

A VIA UNITIVA

23 DE OUTUBRO

O modo de conhecer os segredos divinos

A este fez Simão Pedro sinal, para lhe dizer: De quem fala Ele? (Jo 13, 24).

I. Pedro queria saber de quem dizia o Senhor: Um de vós me há de entregar (Jo 13, 21). Aparecendo sempre (Pedro) nos evangelhos como mais audaz e o primeiro em replicar por causa do fervor de seu amor, por que cala então? Por que confia a outro a pergunta? A razão é tripla, segundo São João Crisóstomo: primeiro, como acaba de ser repreendido pelo Senhor ao recusar que lhe lavasse os pés, temia então incomodar o Senhor. Segundo, não queria Pedro que o Senhor o manifestasse publicamente, de modo que os outros pudessem ouvi-lo. Por conseguinte, como estava separado de Cristo, incita a perguntar a João, que estava mais próximo de Cristo. Terceiro, há também uma razão mística. João simboliza a vida contemplativa, e Pedro a ativa. Pedro é instruído por Cristo mediante João; pois a vida ativa é iluminada acerca das coisas divinas por meio da contemplativa. Maria que, sentada aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, afadigava-se muito na contínua lida da casa (Lc 10, 39-40).

II. Aquele discípulo, pois, tendo-se reclinado sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é esse? (Jo 13, 25).

Deve advertir-se que quando Pedro fez sinais a João para que perguntasse, descansava João no regaço de Jesus; mas agora pergunta João, que se recosta sobre o peito do senhor. Porque o peito está mais próximo da boca que o regaço. Portanto, João, desejando escutar mais secreta e silenciosamente a resposta, sobe do regaço ao coração.

Com isto se dá a entender misticamente que quanto mais deseja o homem receber os segredos da divina sabedoria, tanto mais deve tratar de aproximar-se de Jesus, como diz o Salmo: Olhai para Ele, a fim de vos alegrardes e de os vossos rostos não serem cobertos de confusão (SI 33, 6). Porque os segredos da divina sabedoria são revelados principalmente aos que estão unidos a Deus pelo amor, segundo diz a Escritura: Faz conhecer a quem ama, que ela é possessão sua (Jó 36, 33). Vem depois o seu amigo que o sondará (Pr 18, 17).

- In Joan., XIII

O mais erudito dos protestantes brasileiros usando chatgpt para tentar atacar a fé católica, e só mostrando como é burro incapaz.

protestante brasileiro usando o chatgpt para escrever um texto atacando a fé católica e achando que ninguém vai perceber.

pastor e pseudo teólogo Augustus Nicodemos usando chatgpt na cara dura. 🤣🤣

MEDITAÇÕES PARA O TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES

A VIA UNITIVA

20 DE OUTUBRO

O advento do consolo divino

Diz Santo Agostinho: "Quem me dará que venhas a meu coração e lhe embriagues, e que eu olvide os males, e abrace a ti, meu único bem?". Três coisas dispõem a essa vinda.

Primeiro, o desprezo do prazer terreno. Por isso se aconselha aos colossenses: afeiçoai-vos às coisas lá de cima (Cl 3, 2), como dizendo: Não podeis pensar a um só tempo nas coisas celestiais e nas terrenas. E São Bernardo comenta: "Erra totalmente quem pensa que pode mesclar a doçura celestial com esta cinza, o bálsamo divino com este veneno, os carismas do Espírito Santo com os deleites deste mundo. Crês tu que poderás receber a este Espírito puríssimo, se não renuncias aos consolos carnais? Sem dúvida, ao começar, a tristeza se converterá em alegria; porque então se purificará teu coração e será renovada tua vontade; de sorte que o que anteriormente te parecia difícil, e até impossível, encontra-lo-ás depois com muita doçura e avidez".

Em segundo lugar, a meditação piedosa da vontade divina: Ao recordar-me de Deus, gemo; quando repenso, o meu espírito desfalece (S1 76, 4). A este propósito diz São Bernardo: "Não faltará o consolo procedente da recordação de Deus aos eleitos aos quais ainda não se lhes concedeu a plena refeição". Porém principalmente a bondade de Deus, manifestada no homem, é a que deleita ao que medita em Cristo. Sobre aquilo do Salmo: Recordo-me das tuas maravilhas de outrora (SI 76, 12), diz a Glosa: "As maravilhas que Deus concedeu ao gênero humano em suas origens, isto é, que fez a Adão a sua imagem, que recebeu com agrado o sacrifício de Abel e tudo o que fez em favor de Noé, em cuja arca conservou diversas espécies de animais, simbólicas da Igreja; e o que fez com Abraão, cujo sacrifício simbolizava a Encarnação e Paixão de Cristo, seu filho, e por último, que o próprio Senhor veio; eis aqui outros tantos motivos de consolo para o homem santo".

Terceiro, o desejo fervoroso da caridade. Expondo São Bernardo aquela passagem do Salmo: O fogo avança diante dele, e abrasa (S1 96, 3), escreve: "É mister que o ardor do desejo santo preceda a sua face em toda alma, à que Deus há de visitar; ardor que consome toda a imundícia dos vícios, e prepara assim o lugar ao Senhor. Então conhece a alma que o Senhor está próximo. Quando se sente inflamada neste fogo. O mesmo espírito de Deus é quem deseja a formosura desta alma, que vê caminhar no espírito com fortaleza, e que não satisfaz os desejos da carne, principalmente se a vir toda consumida em seu amor. Acode a esta alma que suspira freqüentemente, que ora sem intermissão, se aflige por causa de seu desejo, e se chega a Ele cheia de piedade. Assim, pois, o varão que possua um desejo tal que ambicione veementemente morrer e estar com Cristo, que tenha sede ardente e medite com assiduidade, esse receberá efetivamente a Deus".

- De Humanitate Christi

Impressiona como os protocolos dos sábios de Sião não falham em traçar um paralelo sobre os fatos já ocorridos na história humana, e os que ainda viram a ser postos em prática. 🤔

“Se alguém vos interpreta o judaísmo, não o escuteis, porque é melhor ouvir o cristianismo de homem circuncidado do que o judaísmo de incircuncisos. Se ambos não falam a respeito de Jesus Cristo, são para mim estelas e túmulos de mortos”

Santo Inácio aos filadelfienses, 6