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Hannibal
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Trivium e Quadrivium: As Sete Artes Liberais da Antiguidade

As civilizações antigas, especialmente as do mundo grego e romano, desenvolveram uma concepção muito rica de educação e conhecimento, com uma ênfase clara na formação do intelecto e do caráter. Parte fundamental dessa tradição de ensino era o conceito das Sete Artes Liberais, que compreendiam dois blocos principais: o Trivium e o Quadrivium. Esses dois conjuntos de disciplinas foram a base da educação na Idade Média e influenciaram profundamente a estrutura do ensino até os dias de hoje.

O termo "liberais" refere-se ao fato de que essas artes eram destinadas a pessoas livres, em oposição àquelas que envolviam habilidades técnicas ou vocacionais. Na Antiguidade, acreditava-se que essas disciplinas serviam para formar um cidadão completo, capaz de pensar criticamente, argumentar e governar a si mesmo e à comunidade.

Essas disciplinas foram divididas em duas categorias principais:

Trivium: As três artes do discurso — Gramática, Retórica e Dialética (ou Lógica).

Quadrivium: As quatro artes matemáticas — Aritmética, Geometria, Música e Astronomia.

E não eram simplesmente uma lista de matérias a serem aprendidas, mas representavam uma estrutura orgânica do conhecimento, com o Trivium servindo como a base necessária para avançar ao Quadrivium.

O Trivium: As Artes da Linguagem

1. Gramática

A Gramática era o primeiro estágio da educação no Trivium e era considerada o alicerce do conhecimento.

Na concepção antiga, estudar gramática não se limitava ao entendimento das regras da língua, mas incluía o aprendizado da leitura, escrita e a compreensão de textos. Esse processo envolvia principalmente o estudo dos grandes autores da antiguidade, como Homero, Virgílio, Cícero e Aristóteles.

A gramática ensinava os alunos a dominar a língua com precisão, sendo a chave para compreender e interpretar textos antigos, o que era visto como essencial para o desenvolvimento intelectual. Essa disciplina também se estendia ao estudo da etimologia e da morfologia, facilitando o aprendizado de outras línguas.

2. Retórica

A Retórica era a arte de falar bem e persuadir. Após dominar a gramática, o aluno estava preparado para aprender a expressar suas ideias de maneira clara, eficaz e persuasiva. A retórica envolvia o estudo das técnicas de oratória e da estrutura dos discursos, incluindo o uso apropriado de argumentos e a organização lógica das ideias.

Na sociedade antiga, a retórica era uma habilidade essencial, especialmente em contextos políticos e jurídicos. O cidadão que dominava a retórica podia participar ativamente nos assuntos públicos, influenciando decisões e moldando o discurso da época. Grandes pensadores como Aristóteles e Cícero desenvolveram extensos tratados sobre retórica, que se tornaram fundamentais no currículo educacional da Idade Média e do Renascimento.

3. Dialética (ou Lógica)

A Dialética, também chamada de Lógica, era o terceiro e último estágio do Trivium. Esta era a arte do raciocínio e da argumentação rigorosa. Se a gramática dava ao aluno o domínio da linguagem e a retórica ensinava como utilizá-la de forma persuasiva, a dialética capacitava o indivíduo a testar a validade das suas ideias e argumentos.

O estudo da lógica envolvia o uso de silogismos, paradoxos e outros métodos de análise crítica que permitiam aos alunos examinar questões filosóficas, teológicas e científicas com precisão. No contexto medieval, a dialética tornou-se a base do estudo da filosofia e da teologia, uma vez que as grandes questões metafísicas e religiosas eram debatidas amplamente nas universidades.

O Quadrivium: As Artes Matemáticas

Uma vez que o aluno dominasse as três disciplinas do Trivium, ele estava pronto para abordar o Quadrivium, que envolvia as artes matemáticas. Essas disciplinas eram vistas como a "ciência pura", destinada a revelar as leis e estruturas subjacentes do universo.

1. Aritmética

A Aritmética era a ciência dos números abstratos. Diferentemente da aritmética moderna, que geralmente se limita a cálculos numéricos, a aritmética antiga envolvia o estudo das propriedades dos números e a busca de padrões universais. Pitágoras, por exemplo, via os números como a essência da realidade, com relações matemáticas refletindo as harmonias cósmicas.

Os números não eram apenas instrumentos de cálculo, mas tinham significados filosóficos profundos. Acreditava-se que compreender os números era compreender as relações que governavam tanto o mundo físico quanto o metafísico.

2. Geometria

A Geometria lidava com os números no espaço. Era a arte de medir e compreender a forma e a proporção. Através da geometria, os antigos exploravam as formas da Terra e do universo. O "Teorema de Pitágoras", por exemplo, é uma das mais famosas descobertas geométricas da Antiguidade e exemplifica o poder da geometria para descrever relações universais.

Platão afirmava que "Deus geometriza", enfatizando que a realidade física e espiritual estava baseada em proporções geométricas. Essa disciplina também tinha aplicação prática em arquitetura, navegação e astronomia.

3. Música

A Música, no Quadrivium, não era apenas a arte dos sons melodiosos, mas o estudo das proporções e relações entre sons. Isso incluía o estudo da harmonia e da acústica, aspectos que estavam profundamente relacionados às matemáticas. Os pitagóricos acreditavam que a música refletia as harmonias cósmicas, e que os mesmos princípios matemáticos que governavam os números também governavam as notas musicais.

A música, portanto, era vista como uma ponte entre o material e o espiritual, uma disciplina que conectava o físico ao metafísico.

4. Astronomia

A Astronomia era a última disciplina do Quadrivium e envolvia o estudo dos corpos celestes e suas leis de movimento. No pensamento antigo, o estudo da astronomia estava intrinsecamente ligado à filosofia e à teologia, já que acreditava-se que o movimento dos planetas e das estrelas influenciava diretamente os eventos na Terra.

Além disso, a astronomia servia como uma maneira de medir o tempo e compreender os ciclos naturais, algo essencial para a agricultura, a navegação e a organização social. Grandes estudiosos como Ptolomeu e Hiparco contribuíram significativamente para o desenvolvimento dessa ciência.

A Integração Entre Trivium e Quadrivium

Embora o Trivium e o Quadrivium fossem estudados separadamente, eles formavam um todo integrado. O Trivium fornecia as ferramentas necessárias para pensar e comunicar com clareza, enquanto o Quadrivium oferecia os fundamentos matemáticos e científicos que permitiam ao aluno explorar o mundo natural e os mistérios do cosmos.

Essa abordagem integrada ao conhecimento enfatizava a importância de uma educação ampla e holística, onde o desenvolvimento do intelecto, da moralidade e da estética eram igualmente valorizados. O objetivo final era formar cidadãos e líderes capazes de compreender e governar com sabedoria, baseados em princípios universais.

Nostr: A Nova Era das Redes Sociais Descentralizadas

Nos últimos anos, temos presenciado uma crescente busca por alternativas às redes sociais tradicionais, que muitas vezes centralizam o controle e a moderação de conteúdo. É nesse contexto que surge o Nostr, um protocolo que promete revolucionar a maneira como nos conectamos e compartilhamos informações online. Mas como exatamente o Nostr funciona? Vamos explorar juntos essa inovação.

O Que é o Nostr?

Nostr, sigla para "Notes and Other Stuff Transmitted by Relays" (Notas e Outras Coisas Transmitidas por Relés), é um protocolo aberto e descentralizado para criação de redes sociais. Diferentemente das plataformas convencionais, o Nostr não depende de servidores centralizados ou autoridades únicas. Em vez disso, ele utiliza um sistema de relés (relays) que retransmitem mensagens entre os usuários, permitindo uma comunicação peer-to-peer.

Como Funciona o Nostr?

No coração do Nostr está o uso de criptografia de chave pública. Cada usuário possui um par de chaves:

Chave Privada: Mantida em segredo pelo usuário, é usada para assinar mensagens e provar a propriedade.

Chave Pública: Compartilhada com outros, permite que as mensagens assinadas sejam verificadas quanto à autenticidade.

Quando você cria uma postagem ou mensagem, ela é assinada com sua chave privada e enviada para um ou mais relés. Esses relés não interpretam ou alteram o conteúdo; eles simplesmente retransmitem as mensagens para outros usuários conectados.

Relés (Relays)

Os relés são servidores simples que armazenam e encaminham mensagens. Qualquer pessoa pode operar um relé, e cada relé pode estabelecer suas próprias regras sobre quais tipos de mensagens aceitar ou rejeitar. Isso cria um ecossistema diversificado, onde a censura é difícil de ser implementada, pois os usuários podem escolher quais relés utilizar.

Vantagens do Nostr

1. Descentralização: Sem um ponto central de controle, o Nostr é resistente a censuras e falhas sistêmicas.

2. Privacidade e Segurança: A criptografia garante que apenas o proprietário da chave privada possa criar mensagens em seu nome.

3. Simplicidade: O protocolo é intencionalmente simples, facilitando a implementação e incentivando a adoção.

4. Interoperabilidade: Aplicações diferentes podem interagir dentro do mesmo protocolo, promovendo a inovação.

O Futuro do Nostr

O Nostr está ganhando atenção como uma potencial solução para os problemas das redes sociais atuais. Sua abordagem inovadora coloca o controle de volta nas mãos dos usuários, promovendo liberdade de expressão e resistência à censura. Projetos e desenvolvedores estão constantemente trabalhando para melhorar a usabilidade e a segurança do protocolo.

No início será fácil controlar a maioria mas obrigatoriamente muitos irão para o Bitcoin, na segunda ou terceira onda não terá mais volta. Hoje qualquer pessoa já sabe o que é pagar via qrcode a cada inovação vai levar mais perto o uso do Bitcoin.

É o que tudo indica, me parece um movimento de desesperança, a galera que foi protestar e pegaram 18 anos, agora o pessoal vai se ferrar como exemplo.

Estão batendo muito forte para desmotivar qualquer tentativa de rebelião. Preparen-se que todos que atacarem minimamente o estado vão se ferrar muito nos próximos meses.

Replying to 9e4a5274...

O melhor professor que eu tive na minha vida não dava aulas...

Eu passei 1 ano com ele, mas não sei o nome dele, o pessoal da sala chamava ele de "Maurício", pq ele era parecido com o Maurício de Sousa, super gentil e engraçado.

As aulas tinham cerca de 50 minutos, esse professor entrava na sala, conversava com o pessoal, andando de grupo em grupo, por uns 10, 15 minutos, depois pedia pra todos ficarem em silêncio, e todos ficaram, sem hesitar.

No fim, ele dava uma folha com 10 a 20 questoes pra cada um, explicava a matéria e os fundamentos geralmente 10 minutos, em raras exceções 20, no máximo, explicação claríssima, engraçada, calma, todo mundo prestando atenção e depois deixava a gente fazer o que quiser pelos próximos 30 minutos.

Alguns continuavam conversando nesse tempo, mas faziam, outros terminavam, tiravam dúvidas, ele não exigia nada, o pessoal até dormia. Mas, no fim, 90%, 95% da turma tinha nota maior que 7, 8...várias pessoas ficavam de recuperação, mas em português, NINGUÉM ficou, sem exceção.

Final do ano, o corno do diretor pediu para que todos nós votassemos no melhor professor, a gente sugeriu de longe esse, o "Maurício", mas ele decidiu que não iria entrar na conta, pois "Não dava aula o bastante", e que ele estaria fora do nosso colégio no próximo ano.

Felizmente, esse professor conseguiu uma vaga em alguma escola de outro estado, não lembro se foi pra algum lugar do Nordeste ou Norte, tipo Manaus ou Pará, e deu tudo certo. Não tenho mais notícias dele, e hoje parece que tá bem.

É isso aí, gente, o Brasil valoriza a educação? Eu duvido, e ainda acho que não é a primeira vez que isso acontece, tenho certeza que vocês já viram casos assim, de ótimos e excelentes professores sendo injustiçados.

Boa noite, BRASIL.

Procure sobre paidéia, acho que você vai gostar do conteúdo.

Pessoal como funciona a parte de vídeos daqui? Onde ficam hospedados? São links externos? Como ficaria em caso de censura?

Replying to Avatar Porschão

Qual o interesse da coligação PT-STF em colocar o agro como vilão na questão das queimadas? É simples, confisco.

Já estão sendo criados precedentes para confisco de terras como punição pelas queimadas. A esquerda colocou o seu exército de influenciadores para culpar o agronegócio pelas queimadas, mesmo com as investigações ainda em percurso.

Mas por que a esquerda faria isso? Ora, controle dos recursos. Nada, absolutamente nada, nem dólar, nem ouro, nem Bitcoin, é tão importante quanto comida.

Com o controle dos alimentos na mão, o governo finalmente conseguirá consolidar o seu projeto tirânico SEM OPOSIÇÃO. A dita direita, não fará nada para frear esse avanço.

Nada será feito pelas vias políticas, votar nunca fez tanta indiferença quanto agora. Com o projeto do real digital se aproximando a cada dia que passa, uma sociedade 100% alinhada ideologicamente ao governo se torna cada vez mais próxima, claro, tudo em nome da democracia e da defesa das instituições.

Não se trata mais de um mero jogo político. A política, por mais suja que possa parecer, de certa forma limita a ação governamental, e é isso o que o atual governo não quer. Talvez essas eleições municipais sejam as últimas eleições "livres" que veremos na ré-pública bostileira.

Até 2026, você terá o DREX marcado na suas mãos, e você sabe muito bem que o CIEDDE está de olho em você. Eles sabem se você vai votar, e se você for, sabe em quem você vai votar, ou se irá digitar 00 pra ir embora com a sua consciência limpa.

O projeto do regime lulopetista está sendo consolidado na nossa frente, e a dita oposição nada fará para brecar este processo. Os deputags de direita, estão mais preocupados em apontar a hipocrisia da esquerda (como se a esquerda tivesse alguma coerência a ponto de surpreender alguém que e depara com sua hipocrisia) e imaginar como seria se fosse contrário, como seria se o Bolsonaro tivesse conseguido aparelhar as instituições ao seu bel prazer ao invés do Lula.

Fato é que estamos fudidos, ou vai, ou racha. Fuja do merdil enquanto é tempo, e se você pretende ir para a américa, reze para a srta. Kamala Harris não ser escolhida, pois o projeto dela possui pouca ou quase nenhuma diferença pro projeto lulopetista. Salve-se quem puder e que Deus nos ajude, pois só ele poderá intervir agora.

Os deputados e senadores se venderam, tudo por emendas parlamentares o famoso Pix, geral se vendeu foi muito dinheiro para comprar a galera.

velho penso o mesmo, sinceramente tenho uma sensação que esse protocolo pode ser o início da solução de usabilidade de moedas e blockchain, a simplicidade do protocolo é genial.

Estou analisando e pensando em construir coisas em cima dele, principalmente integração com sistemas atuais e contratos inteligentes.

Estou interessado em discutir novas idéias de implementação do protocolo, acredito que ainda existem muitos usos não mapeados, integrações de sistemas atuais e diferentes protocolos, alguém lendo e ou pesquisando sobre isso?

Replying to Avatar Fabio Akita

OpenAI lança o novo modelo O1 hoje, 12/09. O primeiro demo que ele apresenta nas redes sociais é o O1 conseguindo fazer um pequeno joguinho (muito, muito simples, coisa de um único arquivo com um único page down, não fiquem emocionados!)

No Dia do Programador? Coincidência? I think not! 😂

Preparem-se que todo jornalista tá super emocionado de novo. Eu fiz pequenos testes preliminares e vou dizer que não senti tanta mudança assim comparado com o 4o anterior. Sim, parece que ele gasta mais tempo em passos intermediários, tentando quebrar problemas complexos em problemas menores, pra ver se consegue uma solução melhor. É o que chamam de "chain-of-thought". E de fato, pra certos tipos de problemas, parece melhor mesmo.

A idéia do nome "O1" parece ser um "soft-reset". Não vai mais chamar "ChatGPT 4" ou "ChatGPT 5", vai recomeçar do "OpenAI O1", então vez o próximo seja "OpenAI O2"?

Minha teoria da conspiração pessoal (coloquem chapéu de alumínio), é que eles entendem o "peso" que seria lançar "ChatGPT 5". Eu venho falando isso faz tempo: uma versão 5 teria que ser ordens de grandeza superior ao 4, de uma forma que qualquer pessoa comum consiga ver a diferença.

Se falharem em lançar um "5" superior, eles arriscam explodir a bolha de I.A. Por isso eu sinto essa "relutância". Notem que eles travaram no 4. Tentaram sair com "4o" e agora "O1", mas nada de "5". Não querem se comprometer, mas também não podem deixar todo mundo esperando pra sempre.

É uma saída de marketing. O O1 parece mesmo superior ao 4o, mas benchmarks não servem pra nada. Você pode simplesmente enviesar o treinamento pra fazer passar melhor em testes de benchmark. O lance são testes reais.

E em testes de código, eu não senti tanta diferença em relação ao 4o. Lógico, tem que testar mais tempo, com problemas mais diversos, por enquanto é só uma anedota. Mas de novo, não senti nenhuma grande diferença pra justificar jornalista falando "isso vai mudar o mundo!!" e toda essa emoção.

Até peguei um textão de um jornalista e passei pelo O1 pra ver o que ele acha. Alguns trechos que achei engraçados:

O1: "Check OpenAI's official channels to confirm the release of "OpenAI-01" or "o1" and gather accurate details about its capabilities."

OpenAI precisa começar a treinar os modelos pra saberem seus próprios nomes e características pelo menos. Eles nunca sabem!

O1: "Benchmark Results: Re-examine the reported benchmark performances, such as the 83% score on the International Mathematics Olympiad (IMO) and the Elo rating of 1807 in coding competitions. Ensure these figures are accurate and sourced from credible evaluations.

Comparisons with Human Experts: While it's notable if the model performs similarly to PhD students on challenging tasks, it's important to contextualize this achievement and acknowledge any limitations."

O próprio O1 manda tomar cuidado quando se fala de benchmarks e não assumir "uau, é mais inteligente que um PhD do MIT"

O1: "AGI Timeline: Exercise caution when predicting the arrival of Artificial General Intelligence (AGI) by 2025. Acknowledge the speculative nature of such predictions and the ongoing debates within the AI community."

Obviamente, jornalista emocionado de novo falando "AGI está perto" e o próprio O1 pelo menos tem bom senso de falar pra baixar o tom.

O1: "Avoid Hyperbole: Statements like "It will change the world" and "It's a day to celebrate" may come across as overly enthusiastic. Strive for a neutral tone that presents facts and lets readers form their own opinions.

Balanced Viewpoint: Acknowledge any limitations, ethical considerations, or areas where further development is needed."

Achei super legal que o O1 avaliou o tom do jornalista como entusiástico demais, pra ser mais neutro e pra explicar também as limitações e áreas de melhoria. Até a porr de uma GenAI tem mais bom senso que um jornalista médio. Tá foda.

Testem vocês mesmos e me digam o que acharam: sentiram muita diferença em relação ao 4o?

https://openai.com/o1/

Off Topic: analisando o protocolo do nostr eu acho que tem um potencial gigante ainda não explorado porque a simplicidade dele me traz a impressão que ainda tem pouca gente aprofundando já que a quantidade de uso para isso é absurdo, talvez estamos vendo a solução de UX de blockchain surgindo espontaneamente por baixo de usos mais simples como aqui. Que tu acha nostr:npub1sf2se74xlzf7f7clm3dg28npaxghdy6pguzpsut30fjpwuaxrxcsrnhr57?

Replying to Avatar Fabio Akita

OpenAI lança o novo modelo O1 hoje, 12/09. O primeiro demo que ele apresenta nas redes sociais é o O1 conseguindo fazer um pequeno joguinho (muito, muito simples, coisa de um único arquivo com um único page down, não fiquem emocionados!)

No Dia do Programador? Coincidência? I think not! 😂

Preparem-se que todo jornalista tá super emocionado de novo. Eu fiz pequenos testes preliminares e vou dizer que não senti tanta mudança assim comparado com o 4o anterior. Sim, parece que ele gasta mais tempo em passos intermediários, tentando quebrar problemas complexos em problemas menores, pra ver se consegue uma solução melhor. É o que chamam de "chain-of-thought". E de fato, pra certos tipos de problemas, parece melhor mesmo.

A idéia do nome "O1" parece ser um "soft-reset". Não vai mais chamar "ChatGPT 4" ou "ChatGPT 5", vai recomeçar do "OpenAI O1", então vez o próximo seja "OpenAI O2"?

Minha teoria da conspiração pessoal (coloquem chapéu de alumínio), é que eles entendem o "peso" que seria lançar "ChatGPT 5". Eu venho falando isso faz tempo: uma versão 5 teria que ser ordens de grandeza superior ao 4, de uma forma que qualquer pessoa comum consiga ver a diferença.

Se falharem em lançar um "5" superior, eles arriscam explodir a bolha de I.A. Por isso eu sinto essa "relutância". Notem que eles travaram no 4. Tentaram sair com "4o" e agora "O1", mas nada de "5". Não querem se comprometer, mas também não podem deixar todo mundo esperando pra sempre.

É uma saída de marketing. O O1 parece mesmo superior ao 4o, mas benchmarks não servem pra nada. Você pode simplesmente enviesar o treinamento pra fazer passar melhor em testes de benchmark. O lance são testes reais.

E em testes de código, eu não senti tanta diferença em relação ao 4o. Lógico, tem que testar mais tempo, com problemas mais diversos, por enquanto é só uma anedota. Mas de novo, não senti nenhuma grande diferença pra justificar jornalista falando "isso vai mudar o mundo!!" e toda essa emoção.

Até peguei um textão de um jornalista e passei pelo O1 pra ver o que ele acha. Alguns trechos que achei engraçados:

O1: "Check OpenAI's official channels to confirm the release of "OpenAI-01" or "o1" and gather accurate details about its capabilities."

OpenAI precisa começar a treinar os modelos pra saberem seus próprios nomes e características pelo menos. Eles nunca sabem!

O1: "Benchmark Results: Re-examine the reported benchmark performances, such as the 83% score on the International Mathematics Olympiad (IMO) and the Elo rating of 1807 in coding competitions. Ensure these figures are accurate and sourced from credible evaluations.

Comparisons with Human Experts: While it's notable if the model performs similarly to PhD students on challenging tasks, it's important to contextualize this achievement and acknowledge any limitations."

O próprio O1 manda tomar cuidado quando se fala de benchmarks e não assumir "uau, é mais inteligente que um PhD do MIT"

O1: "AGI Timeline: Exercise caution when predicting the arrival of Artificial General Intelligence (AGI) by 2025. Acknowledge the speculative nature of such predictions and the ongoing debates within the AI community."

Obviamente, jornalista emocionado de novo falando "AGI está perto" e o próprio O1 pelo menos tem bom senso de falar pra baixar o tom.

O1: "Avoid Hyperbole: Statements like "It will change the world" and "It's a day to celebrate" may come across as overly enthusiastic. Strive for a neutral tone that presents facts and lets readers form their own opinions.

Balanced Viewpoint: Acknowledge any limitations, ethical considerations, or areas where further development is needed."

Achei super legal que o O1 avaliou o tom do jornalista como entusiástico demais, pra ser mais neutro e pra explicar também as limitações e áreas de melhoria. Até a porr de uma GenAI tem mais bom senso que um jornalista médio. Tá foda.

Testem vocês mesmos e me digam o que acharam: sentiram muita diferença em relação ao 4o?

https://openai.com/o1/

Eu acho que o problema é ainda contexto, se o tamanho do contexto aumentar mantendo a assertividade daria para passar por diversos agentes a mesma função para análise por exemplo. A maior parte dos acertos vem de testes com contexto pequeno e coisas triviais como uma landing page.

Para maior complexidade necessita de contexto maior e maior racionalidade o que "pode" ser conseguido com vários agentes se interagindo.

Eu não acho que vai acabar com os devs mas eu acho que se resolverem o problema do contexto e reduzirem o consumo podemos então começar a ver usos mais reais e interessantes em mais produtos além de chat.

WTF is replyguy?

Replying to Avatar Fabio Akita

Tava assistindo este vídeo do canal How Money Works sobre "The Rise and Fall of the Tech Bro" e fiquei relembrando alguns vídeos meus também..

https://youtu.be/kh8g92rn7bQ?si=t7zLpY3H44s4ILv-

Neste meu primeiro vídeo sobre IA, de 1 ano atrás, eu falo sobre como é exagerado que "IA vai acabar com seus empregos", no caso, de programadores.

https://youtu.be/O68y0yRZL1Y?si=vzAc-KxOqa1AeMED

Mas eu falei de um jeito muito otimista. Eu estava pensando em programadores como eu, pessoas que realmente gostam de programar e não acham que ficar estudando pra sempre é um problema.

O problema é que o mundo mudou. Desde o começo da bolha das startups a partir de 2010 a "maioria dos programadores" começou a ser constituído de pessoas que não gostam tanto de programar, não gostam de estudar, não querem ter que ficar evoluindo. Eu explico isso no meu vídeo de "Programação não é Fácil"

https://youtu.be/V7oUDL7E1g4?si=UeQPx9h8thQfaL04

Especialmente até 2021, a prática dos "Tech Bro" era de "Blitzscaling" ou Blitzkrieg Hiring, que era de contratar muito mais do que era necessário pra não perder pra competição. Isso gerou uma horda, dezenas de milhares de "programadores" contratados pra não fazer quase nada. Teve vários que faziam canais no YouTube ou TikTok mostrando como era o dia a dia de ganhar bem e não trabalhar nada.

E isso retro-alimentou ainda mais o interesse dos piores tipos de pessoas possíveis: os que acham que merecem ganhar muito sem fazer nada.

Nesse caso, depois do estouro da bolha de startups em 2022 e layoffs em massa, sim, I.A. é o prego no caixão pra expurgar essa massa inútil de pseudo-programadores. Até uma GenAI é capaz de facilmente substituir todo mundo que achava que programar era seguir meia dúzia de tutoriais e já era.

Continuo reiterando que GenAI será incapaz de fazer sistemas complexos do zero e substituir todos os programadores. Mas considerando que a régua tava super baixa, sim, como preto no caixão funciona super bem.

E como faz pra não ser desse grupo? Pra isso eu fiz meu canal inteiro. Comece por vídeos como este, de Aprendendo a Aprender e assista pelo menos a playlist de carreira.

https://youtu.be/oUPaJxk6TZ0?si=rvQNs4T6PX1I-xJo

exatamente isso, é impressionante quando discuto que precisa ler documentação oficial e vejo dev me olhando torto, era da época que imprimia guia foca Linux em a4 para ler no ônibus, hoje tudo é tutorial de sênior com dois anos de carreira no YouTube. O que mais me deixa puto é dev que trabalha muitos anos com uma Stack e não tem a pachorra de sentar a bunda na cadeira e ler a doc inteira, aí toda vez que precisa fazer qualquer coisa resolve reinventar a roda, basta ver o tanto de projeto que implementa autenticação e autorização errado por pura preguiça de ler como funciona implementações seguras.

Analyzing the nostr protocol, I imagine that there may be many more possibilities for use, does anyone know of more uses besides posts?

#nostr

Yeap, all money transactions can be trached, but I think that government turns a blind eye to low values (for now).

Here is a disguised dictatorship.

Have a Lot of choices, corporate banks, private exchanges and P2P, but in Brazil all money transactions is notified to central bank.