O doutor Rômulo sempre capricha nos vídeos dele. É impressionante
O bem venceu. Esse é o nosso país
Agora é aceitar que não podemos fazer nada e nos esforçarmos pra sair
Um brevíssimo ensaio sobre o estado moderno
[pequeno artigo]
O estado moderno é inchado e ineficiente. Ele não respeita o homem, não tem legitimidade, não protege seus cidadãos e não preza pela cultura de seu povo, apenas gera uma criminalidade alta, corrupção extrema, impostos absurdos, burocracia nas alturas, declínio cultural e corrupção moral.
A organização ideal do estado é a sua forma mais orgânica. Aquela que rejeita os conceitos iluministas, os ideais da revolução francesa e a centralização moderna. Esse estado deve respeitar as leis e direitos naturais, ser moldado às antigas monarquias feudais e adaptado ao mundo contemporâneo, de modo a salvar a nossa nação das garras do globalismo, do progressismo, do laicismo e do anti-clericalismo.
No Brasil, a ineficiência estatal pode ser percebida em todas as áreas da vida do cidadão, indo de estradas esburacadas a facções criminosas comandando parcelas absurdas de algumas das maiores cidades do país. Essas coisas demonstram não só que a ineficácia do estado em suprir as necessidades e interesses dos civis são grandes, mas também que todo o dinheiro que é descaradamente roubado do contribuinte através de impostos não volta para as suas mãos - seja direta ou indiretamente.
Temos, além disso, governantes que importam pautas progressistas estrangeiras totalmente sem sentido dentro da realidade brasileira, burocratas corruptos que vendem seus votos e projetos para seus aliados igualmente corruptos, obras superfaturadas e mal acabadas e juízes com poderes tão grandes que fazem o papel de legisladores sem a menor preocupação, julgando tudo de forma absolutamente parcial.
Junte estas coisas e perceba que temos um elefante no meio da sala. A junção de um governo que não consegue combater facções criminosas, altos impostos, altíssimo índice de corrupção, obras mal feitas e mal acabadas mesmo após décadas de seu início, juízes que governam mais que o chefe-de-estado e o progressismo cada vez mais imposto na sociedade não pode ser nada além de caos e declínio social fomentados e financiados pelo governo que supostamente zela por seus cidadãos.
O problema maior é que todas as coisas das quais eu falei são aspectos acidentais, embora quase que inevitáveis, do estado moderno. Partamos, pois, para a essência do estado moderno, i.e, para, em menor parte, o centralismo e, em maior parte, o liberalismo.
O centralismo estatal começou junto com as monarquias absolutas, na era moderna, quando o poder dos senhores feudais diminuiu e o do rei aumentou. Isso aconteceu quando os senhores feudais, a nobreza, começou partilhar seus poderes com o seu rei por intrigas entre reinos católicos. O resultado disso foi um rei que podia governar com mão de ferro e não podia ser contido, gerando cada vez mais arrogância, corrupção e desonra em famílias reais e monarcas, coisas que resultaram, mais tarde, no iluminismo e na revolução francesa.
Avançando um pouco na história, chegamos nos principais problemas: o iluminismo e a revolução francesa com seus ideais de democracia, laicidade, “liberdade” e igualdade.
A democracia liberal tem, como maior de seus problemas, o direcionamento de escolher quem irá governar para as mãos daqueles que mal sabem escovar os dentes. Isso vem do fato de que o liberalismo supostamente preza pela “soberania popular”, deixando com que o povo decida, através do voto, quem o irá governar. Ora, isso não poderia ser mais absurdo, visto que a vasta maioria da população de todo e qualquer país liberal não tem os conhecimentos sobre filosofia, direito, economia e ciência política necessários para saber se um governante será ou não um bom chefe-de-estado. O resultado disso não pode ser nada além da geração de crises governamentais, políticos corruptos e decisões absurdas sendo tomadas quase diariamente.
O problema da laicidade é ainda pior. Com ela, o estado rouba a função social da igreja, tomando completamente para si ou dividindo com aqueles que têm o dinheiro necessário para alienar completamente a população. O que antes era da igreja e feito gratuitamente, ou por baixíssimo custo, como a saúde, os orfanatos, a caridade e as escolas dadas gratuitamente e de bom grado aos pobres, agora vieram a ser funções estatais, que são pagas com milhões do bolso do cidadão pobre e feitas de forma péssima e precária. Vem com a laicidade, também, a permissão de degenerações, como a homossexualidade, a transsexualidade, o ateísmo, a fornicação, o divórcio e vários outros problemas igualmente graves vistos como coisas “normais” nos dias de hoje.
A liberdade que veio com o liberalismo é completamente nociva ao povo e à nação como um todo. Sob a desculpa de deixar o homem fazer tudo aquilo que lhe é devido, os absurdos se normalizaram. Foi permitida a usura, o laicismo e os problemas morais que citei acima. A pior parte, de longe, é a lógica humanista dada à liberdade. Não se vê mais Deus como o centro e fim último da vida humana, mas sim o próprio homem, com todos os seus vícios e imperfeições. Permite-se tudo aquilo que vá satisfazer o homem cá na terra, sem se preocupar com o que acontecerá depois. O materialismo e a degeneração moral reinam usando a liberdade como escudo indestrutível.
E por último, e igualmente péssimo, temos a igualdade. E diferentemente do conceito de igualdade que temos hoje em dia, que consiste em forçar o que tem mais ao dar seus bens ao que tem menos, ela pregava, na verdade, que os nobres não mereciam suas riquezas e suas isenções de impostos. Vindo de forma a negar o óbvio, i.e, que todas as classes têm elites, o estado moderno propaga com força essa igualdade, fazendo com que o rico, o inteligente, o trabalhador, o culto e o honesto estejam em pé de igualdade com o pobre, o analfabeto, o ladrão, o inculto e o estelionatário. Não existe mais a nobreza, que recebia seus títulos e isenção de impostos baseadas em seus méritos e heroísmo para com a comunidade, nem um rei que tem o seu poder alicerçado na honra, no respeito e na felicidade de seu povo. Não, há apenas turbas e turbas de burocratas que falam bem e se preocupam apenas com os próprios umbigos, tratando um assassino tão bem quanto tratam um marceneiro honesto em nome da igualdade.
Esse é o estado moderno. Um estado corrupto, ineficaz e centralista. Um estado, acima de tudo, imoral, que age ativamente em nome das paixões mais internas do homem, de forma a esquecer de Deus como o centro da vida do gênero humano e do estado como ferramenta para servir ao homem - não como auxílio para seus desejos mais animalescos, mas sim como forma ajudá-lo a viver uma vida moral e ter uma família sem muitas preocupações com aquilo que está fora de seu controle.
Obrigado por lerem.
Escrito por: eu mesmo.
Eu realmente não sei qual é a pior parte desse tweet...